segunda-feira, 23 de março de 2026

Sessão #55 (LotFP)

 

Sessão #55   14/03/2026


O regresso ao Outpost foi subitamente interrompido por um grito estridente que ecoou contra as paredes da escarpa.


No topo de um pedregulho, um hipógrifo de olhar colérico barrou o caminho do grupo. A criatura apresentava um aspeto perturbador, a sua plumagem de águia na parte frontal e as suas patas estavam severamente queimadas, conferindo-lhe um ar de desespero e fúria.

Apesar das tentativas iniciais do grupo de realizar movimentos apaziguadores, o monstro parecia fixado nos humanos, ignorando qualquer gesto de paz.

O combate iniciou-se de forma explosiva quando o hipogrifo, com uma rotação rápida do tronco e um impulso potente, saltou em direção à Cath.

O primeiro ataque, uma bicada feroz, falhou por pouco, raspando na parede de pedra

Contudo, a besta não cedeu; erguendo-se sobre as patas traseiras, desferiu duas garradas brutais. Uma delas atingiu Cat com precisão cirúrgica — um sucesso crítico que a projetou contra a parede da escarpa, deixando-a gravemente ferida e caída no chão.

Enquanto o hipógrifo soltava um guincho de triunfo e se virava para o humano mais próximo, o Rais Manike, este respondeu com um ataque em força. Com um golpe de espada e escudo, Rais Manike atingiu a criatura.


No entanto, o momento mais dramático estava reservado para a Cath. Encurralada entre a vida e a morte, ela entregou-se a um ataque derradeiro. Num último esforço heroico, saltou para cima do dorso da fera como se montasse um cavalo e, ignorando os seus próprios ferimentos, enterrou profundamente no pescoço do bicho a adaga de prata que o grupo encontrara anteriormente.

O sangue jorrou sobre as penas cinzentas e queimadas, mas a criatura ainda se mantinha de pé.

Foi então que a Rhian interveio, conjurando três Magic Missiles que cruzaram o ar como setas de luz.

Os projéteis atingiram o hipogrifo em cheio, fazendo-o tombar finalmente morto, colapsando pesadamente sobre o corpo moribundo de Cath.


Antes de seguirem viagem, o grupo sepultou os restos mortais da heroica Cath e procedeu à recolha de reagentes raros, extraindo o sangue, as garras e o bico da criatura para futuras poções alquímicas.

Ao chegarem ao Outpost a 15 de abril, o grupo procurou imediatamente o Lorde para alertar sobre o culto de Moloch.


O Lorde, alarmado com as notícias de rituais e explosões ouvidas nas redondezas, entregou ao grupo uma bolsa de moedas para financiar uma missão de interrupção imediata do ritual.

Para reforçar as fileiras após a perda de Cath, novos aliados juntaram-se à causa: os combatentes Morgan e Gordon, e a enigmática alquimista Cadwyn, que trouxe consigo conhecimentos de magia e reagentes preciosos.


O grupo partiu para a fissura a 17 de abril, encontrando pelo caminho os restos de um acampamento recente perto da pedreira, onde descobriram um amuleto de madeira queimado com a iconografia do culto.


Já na fissura e à medida que desciam pelas entranhas da terra, o ambiente tornava-se opressivo, o ar seco e o calor abrasador faziam o metal das armaduras escaldar a pele.

Num dos salões, encontraram nichos repletos de ossadas carbonizadas, restos de sacrifícios que pareciam brilhar com uma brasa interna sobrenatural.


Por fim, o grupo atravessa uma ravina onde o próprio chão emanava um calor de lava, forçando-os a correr para evitar danos fatais. No coração das profundezas, desembocaram numa câmara circular dominada por um poço de luz pulsante. Ali, rodeada por 12 figuras silenciosas, erguia-se uma entidade imponente protegida por uma máscara de bronze em forma de chama. Ao utilizar Detect Magic, Rhian confirmou que tanto a máscara como o braseiro que a figura empunhava brilhavam com uma intensidade mágica cegante, sinalizando o início de um confronto que poderá decidir o destino do vale.


segunda-feira, 9 de março de 2026

Sessão #54 (LotFP)

 

Sessão #54   28/02/2026


A Rhian, exausta e marcada por nódoas negras, lutava para concentrar-se nas suas magias enquanto o grupo lidava com as consequências de um aluimento de terras durante uma noite gelada de primavera. O vazio deixado pelo ato heroico de Valdrick, que se sacrificara contra o Juiz, ainda ecoava entre os companheiros quando um novo vulto surgiu no horizonte das Terras Ermas.


Sob o uivo de ventos fustigantes que faziam pedregulhos e pó dançar entre os penhascos das Terras Ermas, o grupo avançava com cautela pelo terreno. Foi então que, por entre a névoa de poeira à esquerda, surgiu uma silhueta humana em queda livre, empurrada pelas rajadas violentas. O homem executou um meio mortal improvisado, rolando sobre o solo rochoso antes de se erguer a meros dez metros do grupo. Vestido com armadura de couro, arco e um escudo às costas que amorteceu o impacto, o desconhecido exibiu de imediato o instinto de um sobrevivente.


O encontro inicial foi carregado de uma tensão elétrica. Ao avistar o grupo — e em particular a figura robusta do anão Van Revils — o homem levou a mão ao punho da espada, cerrando os olhos para filtrar o pó no ar. Num tom que misturava esperança e incredulidade, ele soltou um grito que cortou a ventania: "Valdrick? Valdrick, és tu?". A voz, embora humana, carregava uma entoação estranha, um sotaque que ressoava como pedra a raspar em pedra, típico da língua anã.

"Quem quer saber?", retorquiu Van Revils, estranhando a familiaridade. O homem, identificando-se como Rais-Manike, não recuou. O diálogo que se seguiu revelou a profundidade das raízes que unem as gentes do norte de Valoria. Quando o grupo confirmou que Valdrick fora seu companheiro de armas, a postura agressiva de Rais desmoronou, dando lugar a um misto de preocupação e uma tristeza ancestral.


A revelação do seu propósito veio com o desembainhar da sua espada — não num gesto de ataque, mas de prova. Rais estendeu a arma com as duas mãos, permitindo que o anão visse a guarda e a lâmina de fabrico inequivocamente anão. Na base da guarda, brilhava a runa pessoal de Valdrick Snowbeard. Rais explicou então a natureza do seu vínculo: o pacto Blah. A sua família servia e protegia a linhagem de Valdrick há três gerações, uma ligação tão forte que o humano era considerado um "filho adotivo" do clã, herdando não só a arma, mas o dever de lealdade.

Ao receber a notícia da morte heróica de Valdrick, Rais fica transtornado, o seu rosto transforma-se numa máscara de luto profundo. Contudo, o seu código militar e o respeito pelo seu mentor falaram mais alto. "Se o Valdrick decidiu manter-se na vossa presença e permitiu que o acompanhassem, é porque sois pessoas de bem", declarou, num momento de introspeção solene. Num gesto de honra, Rais-Manike jurou dedicar os seus esforços às demandas do grupo, vendo neles os herdeiros do julgamento de Valdrick.


O grupo, agora com sete membros (e o fiel obreiro Thaldon), retomou a marcha. Rais, o novo guardião do legado Snowbeard, integrou-se na formação com a promessa de que a sua espada, forjada pelo próprio Valdrick, continuaria a abrir caminho através das sombras das Terras Ermas.


A exploração prosseguiu para oeste, onde a natureza parecia ter sido chicoteada por um fogo antigo. Ali, entre rochas calcinadas e sem vegetação, o grupo descobriu uma fissura colossal que emanava um calor antinatural. Ao descerem pelas escadarias toscas esculpidas na pedra, depararam-se com símbolos perturbadores: uma chama invertida e uma coroa de chamas sobre uma cabeça inchada, pintadas com sangue seco. O mistério desvaneceu-se na escuridão: tratava-se de um local de adoração a Moloch, o Demon Lord da Fome Devoradora, um culto que se julgava extinto há 400 anos.

Nas profundezas da caverna, espiaram um ritual silencioso e brutal. Um clérigo careca, com o peito marcado por queimaduras, conduzia cânticos não-verbais perante dois indivíduos, enquanto as paredes da caverna pareciam pulsar com uma luz mágica. O perigo tornou-se evidente quando, na noite seguinte, a fissura projetou um feixe de luz alaranjada que rasgou os céus, sinalizando o progresso de um ritual sombrio.


A urgência de avisar o Lorde do outpost levou o grupo a bater em retirada, mas o caminho de regresso guardava um último desafio. Uma silhueta alada, um hipógrifo jovem e visivelmente furioso, com marcas de queimaduras no peito, bloqueou a passagem. O grito estridente da criatura paralisou parte do grupo, forçando-os a preparar as armas para um combate que ditará se as notícias sobre Moloch chegarão ao seu destino.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Sessão #53 (LotFP)

 

Sessão #53   14/02/2026


Brandindo o robusto bastão de bronze e carvalho, Edravan soltou um grito que distorceu o ar e despertou as figuras esculpidas nas paredes: um exército de esqueletos que se desprendeu da pedra para cercar os aventureiros.


O combate foi brutal e caótico. Enquanto os aventureiros tentavam recuar para afunilar nas escadas, Van Revils foi marcado por um brilho azulado e perseguido por correntes espectrais que brotavam do chão para o imobilizar. Os guardiões esqueléticos revelaram uma natureza traiçoeira; ao serem destruídos, os seus ossos brancos explodiam em estilhaços letais, ferindo gravemente quem se encontrava próximo. No meio do pó e da escuridão, a situação tornou-se crítica quando o grupo percebeu que a passagem de saída fora bloqueada por um pesado bloco de pedra, deixando-os encurralados com o Juiz e os seus mortos.


Foi neste momento de desespero que o anão Valdrick protagonizou um ato de heroísmo supremo. Já trespassado por uma lança inimiga, lançou-se num ataque final desesperado. O seu machado de batalha cravou-se com uma força devastadora no peito de Edravan, debilitando-o fortemente. Após o ataque brutal ao juiz, Valdrick tomba sem vida aos pés do seu adversário. A Rhian usa a sua sling para selar a vitória, caindo o juiz em cima do corpo do Valdrick. 


Após o silêncio regressar à câmara, o grupo, exausto e em luto, honrou o companheiro caído. Valdrick foi depositado no sarcófago de Edravan, recebendo um funeral digno de um herói. Da câmara fúnebre, os sobreviventes recuperaram itens de grande valor: um corno de prata gravado com um carvalho, uma espada longa cerimonial dourada, vestes de seda fina e um tablete de cera com o selo oficial do Juiz — um carvalho rodeado por correntes.


13 abril 924 


Enquanto o grupo tentava recuperar forças num refúgio próximo, a paz foi novamente interrompida. Durante a madrugada, um calor súbito e antinatural emanou do solo, seguido por um tremor de terra que abriu uma fissura sob o acampamento. O evento deixou o grupo soterrado e profundamente fustigado por uma fadiga extrema. Ao olharem para oeste, em direção à Cidadela de Ferro, avistaram um clarão vermelho no horizonte e ouviram cânticos cerimoniais distantes, sugerindo que forças obscuras continuam a mover-se nas Terras Ermas.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Sessão #52 (LotFP)

 

Sessão #52   31/01/2026


12 abril 924


O silêncio do túmulo foi quebrado pelo som metálico de cotas de malha enferrujadas quando Van Revils tentou remover uma lança de uma das figuras. Seis esqueletos, outrora guardiões, ergueram-se com um movimento seco, forçando o grupo a um combate táctico onde as armas de perfuração se revelaram quase inúteis contra os ossos antigos. Entre o brilho de Magic Missiles que assumiram a forma de folhas primaveris e golpes de maça, o grupo prevaleceu, reduzindo os mortos-vivos a pó e metal retorcido. Uma inscrição nas paredes resumia o seu fado: "Eles juraram vigiar o seu descanso como vigiaram o seu reinado".



À medida que o grupo descia mais um lance de escadas, o ar tornou-se pesado, carregado com um cheiro nauseabundo a mofo e putrefação que os anões compararam, entre dentes, a peixe podre. No centro de uma sala quadrangular, uma mesa de pedra rachada dominava o espaço, rodeada por milhares de fragmentos de barro que cobriam o chão como uma armadilha sonora. Um fresco desbotado na parede oposta mostrava uma figura judicial — um juiz em toga — presidindo a um banquete, ladeado por soldados de cota de malha que ostentavam os mesmos elmos e lanças dos esqueletos derrotados. O teto, atravessado por uma fissura diagonal ameaçadora, pingava humidade, sinalizando a instabilidade de uma estrutura que parecia ressentir-se da intrusão.


A exploração levou o grupo a um arsenal onde banners rasgados com o símbolo do carvalho pendiam de suportes de armas apodrecidos. Ali, enfrentaram quatro esqueletos "explosivos", cujos ossos brancos e robustos estilhaçaram em fragmentos perigosos ao serem destruídos, exigindo reflexos apurados para evitar ferimentos graves. No meio dos destroços, recuperaram uma ponta de lança de bronze, finamente trabalhada na forma de uma folha de carvalho, e um torque de cobre. Mais adiante, numa sala baixa onde ratos gigantes roíam restos de velas, a sorte sorriu aos aventureiros: sob uma laje móvel, descobriram um punhal de prata com um punho esculpido como um carvalho, uma arma valiosa contra as abominações que habitam as sombras.


O clímax da jornada ocorreu na câmara do sarcófago massivo, onde as paredes retratavam exércitos marchando em eterna sintonia em direção ao seu senhor. No rebordo da pedra, a inscrição em Old Valorian deixava um aviso: "Restaurei a paz no vale, que ninguém o perturbe de novo". Ignorando o aviso e a vibração crescente do chão, Rhian utilizou o feitiço Levitate para erguer a tampa colossal. Com um estrondo que ecoou pelas profundezas, a tampa embateu na parede, revelando Lord Edravan. A figura mumificada, vestida em robes verdes e prateados e de olhos em chamas azuis, emergiu do seu repouso empunhando um bastão como se fosse uma maça de guerra.

"Intrusos... vão pagar com as vossas vidas", ecoou a voz sepulcral de Edravan antes do confronto se iniciar. O grupo terminou esta etapa da exploração, preparando-se agora para enfrentar o juiz.


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Sessão #51 (LotFP)

 

Sessão #51   17/01/2026


15 março 924


Após o violento embate contra os babuínos, o grupo procura refúgio no Shrine de Rolmos para lamber as feridas e recuperar as forças, deixando o outpost.

Durante a viagem, o Valdric vai falando com o Thaldon. O anão percebe as motivações do carregador de tochas. É alguém de confiança, um grande homem e um homem grande. 😀


Durante um período de vários dias de descanso, o silêncio do santuário foi apenas interrompido pelos vapores alquímicos no laboratório. Neste tempo, foram destiladas poções, enquanto a Rhian se dedicava a transcrever o feitiço Enlarge para o seu spellbook, na fim da qual também se dedica a elaborar poções. O laboratório, outrora farto, viu o seu valor de reagentes reduzido após este intenso trabalho.


12 abril 924


Sob um sol de primavera, o grupo regressa ao outpost. Ali, os rumores eram sombrios: o Lorde fora forçado a suspender a extração de pedra na pedreira devido ao avistamento de homens com pinturas azuis, semelhantes aos que atacaram o outpost no ano anterior, vindos do sudoeste.


Sem se deixar amedrontar, o grupo seguiu em direção à cidadela, explorando as ruínas de uma cidade onde apenas uma cisterna de pedra parecia resistir ao tempo.



Foi no coração deste local que tropeçamos num monte singular, coroado por anéis concêntricos de pedras e um obelisco de quatro metros. No monólito, uma inscrição em Old Valuryan lançava o desafio: "Como ordenei as estações, também o meu descanso será ordenado. Alinha o ano e o caminho será aberto". Decifrando o enigma do calendário, os aventureiros alinharam as pedras dos meses pilar com os pontos cardeais: fevereiro ao Norte, maio a Este, agosto ao Sul e novembro a Oeste. O chão tremeu, o som de pedra a raspar ecoou e uma passagem secreta revelou-se sob a terra.



Ao descerem a escadaria gelada, encontraram o túmulo de uma figura de autoridade, um juiz de tempos esquecidos, cujas gravuras mostravam-no sob um carvalho secular. Na base de uma estátua do magistrado, o grupo descobriu uma cavidade oculta que guardava 12 moedas de prata com a face do lobo e um anel de sinete de bronze com o motivo de um carvalho. Contudo, a exploração levou-os a uma sala lateral envolta em teias de aranha e nichos sombrios. Ali, seis esqueletos em armaduras enferrujadas guardavam o local; bastou o toque numa das suas lanças para que o brilho da morte regressasse aos seus olhos e o combate se iniciasse.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Sessão #49 (LotFP)

 

Sessão #49   06/12/2025


5 março 924


No outpost toda a gente conhece a Rhian.

A história do combate com o Redwing, em que ela o matou com a sling.

Ficou conhecida como Gryphon Slayer.


Uma mulher de nome Cath aborda o grupo, com o intuito de se juntar, dizendo que é uma exímia arqueira.


Tentamos contratar elementos com capacidades marciais. Organizamos um torneio de arco e flecha, além de combate corpo a corpo. Três elementos sobressaem, Ronan, Jody e Byron.


Ronan e Byron aceitam ser contratados para se juntarem ao grupo. Compramos suprimentos e equipamentos para os mais recentes membros.


O Van Revils pede ao Fat Olly para lhe obter uma plate armor.


Apercebemo-nos de que existem movimentações no interior do outpost.

O Hob aproxima-se para investigar.

Ao entrar, vê à sua esquerda soldados e milicianos a fazer exercícios de combate.

Junto à mansão do Lorde encontra-se o mesmo, acompanhado pelos seus dois cães, Axe e Sword. Logo atrás está o Cewolf, sem armadura, mas com a sua espada de duas mãos. O Lorde fala para o engenheiro e o stone mason, apontando para a área ao lado da mansão.


Avançando descontraidamente, o Hob é interpelado por três soldados do Lorde, que lhe barram a passagem, perguntando:


  • O que é que queres, jovem? Desejas alguma coisa? Este sítio é restrito ao pessoal militar.

  • Mais militar do que eu? Noventa centímetros de militarismo? Sabes o que eu já fiz por este lugar aqui? - responde com um ar muito indignado. 😂


Os guardas ficam muito sérios, fitando o halfling e subitamente, rebentam à gargalhada. 😂


O Hob tenta manter-se calmo, mostrando uma postura séria e remata:


  • Ah, vocês não sabem… Eu só queria verificar por aqui porque, vocês sabem, como pertenço a um grupo que tem que estar por dentro de tudo o que se passa, como eu vejo pouco do lado do pantano, acho importante dar uma vista de olhos daquele lado.

  • Ok. - diz um dos guardas - Eu levo-te lá.


O soldado acompanha o Hob até às ameias.


A partir do ponto de vista privilegiado, a cerca de cem metros de altura, conseguiu observar o pântano e fez as seguintes descobertas:

• Observa uma vasta extensão de pântano sem outros pontos de referência visíveis.

• Deteta três colunas de fumo em pontos distantes, a cerca de 40 milhas, que associa a povoações rurais ou primitivas.

• Partilha a informação com o soldado, que confirma que as colunas de fumo devem ser povoações e que deveria ser um bom serviço para o grupo.

• Ao mesmo tempo, ouve o Lorde Frederick a discutir de forma entusiasmada com o stone mason e o engenheiro sobre a construção de uma nova estrutura: uma torre quadrada de 15 metros de altura, com uma cave por baixo. O Lorde manifestou o desejo de que a torre ficasse junto à sua residência.


Satisfeito com o que apurou, retira-se para junto do grupo e partilha as informações obtidas.


Com o cair da noite, recolhemos para as longhouses.

Já não se sente a opressão e o desassossego.


6 março 924


Acordamos com chuva.


O grupo solicita uma audiência com o Lorde para partilhar informações importantes.

Encontramo-lo no exterior, acompanhado dos seus dois cães e do engenheiro, observando a colocação de estacas no chão, enquanto mais dois trabalhadores manuseiam enxada e picareta. Percebe-se que a área terá cerca de seis por seis metros.


O Lorde está estranhamente bem disposto, rindo e com uma postura bastante diferente da habitual.


Revelamos ter encontrado uma mina a menos de 6 milhas do outpost, contendo minérios de ferro e materiais mais raros. O Lorde reconheceu que este era um ponto interessante de recursos.

O grupo sugeriu que o engenheiro ou o stone mason enviassem trabalhadores para reforçar as partes instáveis da mina para que esta pudesse ser usada em segurança por trabalhadores comuns.


Informamos ao Lorde que a ameaça imediata é o covil de babuínos das rochas que se encontra na falésia imediatamente por baixo do outpost.

O Lorde Frederick reafirmou que o propósito de pagar ao grupo é para que eles tratem desses assuntos, e que se o grupo não o fizer, os seus próprios soldados farão o serviço e o grupo não será pago. Ele paga uma moeda de ouro por covil limpo por pessoa.


O Lorde Frederick terminou a interação a rir de novo e perguntando se havia mais alguma coisa em que pudesse auxiliar.


A viagem entre o outpost e o shrine começa durante a manhã do dia 6 de março, sob chuva constante.


O percurso é estimado em cerca de 6 horas, cobrindo aproximadamente 6 milhas em montes e 4 milhas e meia em planície. Ao saírem do outpost, o grupo nota que a sensação de opressão ou desconforto que sentiam anteriormente no local parece ter desaparecido.


Pouco depois de iniciarmos a marcha, apercebemo-nos de que o vento, anormalmente, vindo de diferentes direções, está a soprar em direção ao outpost, proporcionando facilidade de percepção de quem se encontra no local, pois ouve-se tudo o que ocorre nas redondezas, assim como os odores. 


Ao descer a encosta íngreme dos montes, o grupo apercebe-se de uma grande alcateia de lobos a cerca de 40 metros de distância, numa área rochosa ligeiramente elevada. Os lobos estavam a alimentar-se de carcaças de cabras muito perto do caminho.

Embora alguns lobos tivessem reagido com rosnados e assumido uma postura defensiva ao olharem na nossa direção, não se aproximaram.


Depois de sairmos da zona de montes e entrarmos na planície, aceleramos o passo em direção ao rio. Ao chegarmos ao baixio do rio, na margem sul, notamos uma quantidade muito grande e recente de marcas de cascos. Estas pegadas, num número considerável, foram identificadas como sendo de cavalos selvagens ou centauros.


Seguimos o rio e após mais algumas horas, chegamos a uma estrutura semicircular de pedra. No seu interior, havia uma escadaria circular de pedra que desce para a escuridão.

Ao descermos e passarmos pela arcada do corredor subterrâneo que conduz ao shrine, Cat sente um aroma agradável a rosas e repara que a sua roupa ficou instantaneamente limpa e lavada. Este corredor leva a uma câmara que se assemelhava a um laboratório de alquimista e que possui um poço.


A Rhian utiliza o laboratório do shrine para iniciar a identificação de itens mágicos.

Foram colocados no laboratório vários artefactos, incluindo gemas, anéis, máscaras de bronze, o martelo e o escudo.

Apenas um objeto se revelou ser mágico: o amuleto de prata e ônix. Nenhuma magia foi detetada nos outros itens.

Rhian iniciou o processo de criação de uma Poção de Cura, um trabalho que consumirá recursos do laboratório ao longo de seis dias.


7 março 924


A Rhian dedicou o dia 7 inteiro a usar o feitiço Identify no amuleto de prata e ônix, um processo que consome cem moedas de prata em materiais do laboratório por cada tentativa de identificação de propriedade.

O amuleto possui três cargas e permite ao utilizador fazer um novo teste de defesa contra magia que tenha falhado, uma vez por dia, desde que esteja a ser usado.

Enquanto Ryan estava ocupada, o restante grupo tentou recolher madeira em aglomerados de árvores próximos para a construção de uma forja. Conseguiram esgotar a madeira disponível sem ter que cortar árvores.


8 março 924


O grupo focou-se em iniciar a construção de uma forja numa das cavernas adjacentes.

Ao tentar extrair blocos de pedra em forma de tijolo das paredes das cavernas, apercebemo-nos que, com as ferramentas disponíveis, não conseguiriam fazer o serviço de forma eficaz e rápida. Para ter sucesso, precisamos de martelos e escopro e de praticar a técnica.


9 março 924


Rhian prossegue com a sua pesquisa no amuleto.

A investigação determina que o amuleto de prata e ônix não tinha mais propriedades mágicas.


O grupo decide permanecer no shrine até dia 12, para descansar e recuperar.


Uma vez concluídas as atividades, o grupo debate os próximos passos.

O plano é regressar ao outpost para finalizar as encomendas com o mercador Fat Olly. que planeia viajar para Valindor no final do mês, pelo que o grupo precisava de garantir que ele levasse a encomenda da plate mail e de medical kits.


A ameaça seguinte e prioritária é o covil dos babuínos das rochas que se encontra na falésia perto do outpost.


O grupo planeia usar uma rede para bloquear as múltiplas entradas do covil. A ideia é estacar a rede na horizontal, a cerca de meio metro do chão, para restringir o movimento dos babuínos e matá-los com flechas e slings a partir de uma distância segura.


Sessão #55 (LotFP)

  Sessão #55   14/03/2026 O regresso ao Outpost foi subitamente interrompido por um grito estridente que ecoou contra as par...