Sessão #41 19/07/2025
O barulho da azáfama no outpost desperta-nos.
A população está a trabalhar numas varas com algo na ponta. Barris com água estão a ser dispostos no interior do outpost. Estão a efetuar trabalhos no portão interno do outpost.
Grande movimentação nas ameias das muralhas. Nota-se que o número de defensores é reduzido face à dimensão do outpost, sessenta na estimativa da Rhian, metade milicianos, metade soldados.
- Bran e Jack vão fazer coisas com os materiais obtidos cujo resultado é colocado no exterior do portão interior.
- Van Revils fala com o capitão para trocar ideias acerca do que se pretende fazer.
- Rhian vai estudar as suas magias e comprar munições para a sua sling.
- Hob e a Ithil vão observar as forças inimigas. Ao passar pelo portão interno, verificam os trabalhos. Olhando para o horizonte, vêem os toldos com grupos de goblins, que não circulam. Também não são avistados lobos medonhos e orcs. Com o spyglass avista um grupo de oito ogres com lanças de três metros de comprimento, falando entre eles, junto ao ribeiro. Do outro lado, são avistados o elfo e o ogre do chapéu que falando entre si, olham para o outpost. O ogre entrega algo ao elfo, semelhante a um prisma alongado com um brilho intenso azul clarinho, nada natural. O elfo, com algum cuidado, guarda no interior da sua capa cinzenta. Nota que o grupo de ogres começa a seguir o ribeiro, em direção do outpost. Param a cerca de trezentos metros do outpost. Com pás, começam a escavar e a puxar terra para dentro do rio.
Alerta-se e faz-se uma intervenção para guardar o máximo de água possível.
A noite começa a cair e preparamo-nos para a surtida.
Bran questiona a Rhian por mais informação acerca de Ubris, a sua lança, ao que recebe a resposta que só o conseguirá fazer quando tiver um laboratório e materiais para o equipar.
O grupo fala acerca do item entregue ao elfo, tentando perceber do que se trata. A Rhian e a Ithil trocam impressões e concluem que existem formas de magicamente conectar objetos, habitualmente gemas porque canalizam e armazenam bem energia mágica, que quando são ativadas, por toque ou aproximação, despoletam um efeito mágico. Não é incomum estar o efeito associado a invocações.
Saímos da mesma forma que a surtida anterior.
Vemos alguma claridade e figuras semelhantes a goblins enquanto rodeamos em direção ao inimigo. Junto ao penhasco, apercebemo-nos de um grupo de seis lobos medonhos montados por goblins, que farejam o chão.
Prosseguindo cuidadosamente ao largo da força sitiante, avançamos para o acampamento.
Ao chegar ao local, este está vazio. Revistamos e aproveitamos o que nos é útil e amontoamos o restante para incendiar, utilizando o conteúdo de algumas bolas como pavio para espalhar o fogo.
A Ithil diz escutar vozes dissimuladas e sons de movimento, à distância, próximo do que será o outpost.
No momento em que íamos atear o fogo, começamos a ouvir gritos guturais provenientes do outpost e vemos objetos luminosos a voar em direção às muralhas. Uma das luzes bate na parede, não explode mas algo se espalha e começa a arder naquela zona, espalhando estilhaços de cerâmica pela área. O mesmo acontece no acampamento inimigo, após o fogo ter sido ateado e já estarmos a cerca de trinta metros. Ouvimos um grande estrondo e vemos um clarão brutal. Sentimos o calor e estilhaços a cair ao nosso redor. Todo o acampamento inimigo está em chamas.
Enquanto estávamos em retirada, a cerca de cem metros do local, contrastado na claridade dos fogos, vemos um grifo.
Prosseguindo a fuga no meio da escuridão, vemos clarões, ouvimos explosões e gritos de batalha no outpost. Vemos o grifo novamente, mas pouco depois, deixamos de o ver.
A quatrocentos metros deixamos de ver os fogos e já só vemos os clarões.
Ao descer em direção ao penhasco com cautela, o Van Revils ouve uma voz, a cerca de quinze metros à nossa frente, a murmurar incompreensivelmente, de forma arrastada. A Ithil grita:
Magia!!!
Somos invadidos por uma energia e todos caem a dormir, exceto a Ithil e o Van Revils.
Da nossa frente ouve-se o guincho penetrante de um grifo.
O anão encontra o Jack e desperta-o, enquanto o grifo se aproxima a grande velocidade.
A Ithil recita uma magia e a sua espada fica a brilhar, iluminando a área.
Vê-se a figura do grifo semelhante ao Redwing, meio a correr, meio a voar, a dirigir-se na nossa direção.
O Jack, já desperto, procura a Rhian para a acordar, enquanto o Van Revils se dirige para o Bran, com o mesmo intuito.
A Ithil interpõem-se entre o grifo e o Hob, para o proteger, enquanto lhe vai dando chutos para o acordar.
O grifo ignora a Ithil e enfrenta o restante grupo. Por trás dele, algures da escuridão, surgem folhas de energia verde, que atingem o Jack e o Van Revils.
A criatura ataca o Jack e o Van Revils, com as garras e o bico.
O Hob desperta.
O Jack atira-se ao grifo e com grande destreza, estilhaça um frasco de tinta, que se espalha nos olhos.
O Bran levanta-se e ataca com a Hubris, mas sem sucesso.
O Van Revils acerta sem surtir efeito.
A Rhian aproxima-se da besta e falha o seu ataque.
O Hob pegando no seu arco, faz pontaria para o grifo.
A Ithil espeta a espada iluminada no chão e pegando no seu arco, aponta bem para o grifo.
A criatura sacode a tinta da sua fronte. O Jack é projetado de cima da criatura.
Não se vêem sinais do elfo mas notamos que o grifo brilha e os seus movimentos tornam-se muito mais rápidos.
O grifo desfere ataques com as garras e o bico, ferindo Jack, Van Revils e tombando a Rhian.
Com o decorrer do combate tomba o Bran, a Ithil e o Jack.
O elfo diz:
Eu avisei-vos. Rendam-se!
O Hob e o Van Revils rendem-se.
O elfo aparece e recolhe os pertences de todos, incluindo os spellbooks, dizendo:
A dívida está saldada. Sem ressentimentos.
Monta no grifo e parte.
Consegue-se estabilizar a Ithil e a Rhian.
O Jack e o Bran estão para lá de qualquer ajuda. Não se encontra a cabeça de Bran.
Entretanto no outpost a batalha continua.
De dentro do poço surge um clarão, um feixe de luz azul clarinho e ouve-se um urro. De dentro do poço sai uma criatura feita de pedra, dimensão semelhante a um ogre e que se dirige para a entrada do outpost. Todos os ataques à criatura não surtem qualquer efeito.
Depois de várias manobras táticas, com baixas de ambas as partes, a força invasora começa a recuar, ao som de tambores e trompas. Chegando ao seu acampamento destruído, dispersam para lá dos montes a norte.
O golem de pedra tenta destruir a ponte levadiça mas sem sucesso, conseguindo apenas abri-la, fugindo para os montes.
Contam-se histórias que o Lord, o seu primo, o Ceowolf, o Bran, os cães e o capitão Flint tentaram atacar e controlar a criatura de pedra, sem qualquer dano aparente, exceto o Lord. A cada ataque de Ulrich Warburton, saltavam pedras e a criatura sentia dano, ouvindo-se gritos emanados da própria espada.
Sem comentários:
Enviar um comentário