Sessão #40 05/07/2025
Estamos entre as muralhas exterior e interior, juntamente com a milícia e alguma população. Os portões da muralha interior estão fechados.
O Van Revils usa o spyglass e visualiza melhor o grifo que sobrevoa o outpost. Tem tons avermelhados, contudo, com o movimento do animal, não consegue identificar quem o monta. De seguida, dirige-se para o topo da paliçada, onde estão algumas milícias, que ficam surpresos com a spyglass pois trata-se de um item bastante caro. Observando os sitiantes, vêem-se estandartes alaranjados com um símbolo da cabeça de um lobo.
Estima que existam cerca de duzentos goblins, de pele alaranjada escura, armados com espadas e arcos curtos. Algumas dezenas de lobos medonhos, montados por goblins armados com lanças, encontram-se dispersos pela área. Nota um grupo de vinte a trinta criaturas, do tamanho de um homem, com pele acinzentada e com feições animalescas com nariz achatado e largo, são orcs. Estão equipados com espadas, lanças e escudos pintados com marcas avermelhadas. Entre as forças sitiantes vêem-se dois ogres a circular.
Uma figura destaca-se no campo de visão. É o grifo que pousa. Do grifo salta uma figura com uma capa cinzenta mas quando puxa o capuz para trás, percebe-se que é um elfo. Este dirige-se para um grupo que observa o outpost. Nesse grupo estão vários goblins mas existem duas figuras que sobressaem. Uma é um goblin ligeiramente maior e mais robusto que os restantes, mais bem protegido, com escudo e rodeado por uma espécie de guarda pessoal. A outra figura, pelas suas dimensões, é claramente um ogre mas que difere dos outros da sua raça. Carrega uma grande lança com ponta metálica e usa um chapéu de abas muito largas. As suas vestes parecem uma túnica, sobre a qual usa uma capa.
Os três, elfo, goblin e o ogre, iniciam uma conversa.
A Rhian estima que no outpost estejam cerca de trinta elementos, contando com os soldados e os sargentos e o mesmo número de milícias. Por fim diz:
Estamos fodidos!!!
Van Revils e Bran rapidamente se dão conta que combater em campo aberto seria suicidio.
O Bran diz para o Van Revils:
Vamos ter aqui umas noites do carago!!!
Bem, com as escadinhas lá para baixo, vamos para o pantano.
Abordando uma milícia, ficamos a saber que o Lord encerrou os portões da muralha interior, não deixando ninguém entrar ou sair e iria fazer uma comunicação a todos, próximo do anoitecer. Percebe-se muita ansiedade entre as pessoas do outpost, que estão na área da paliçada.
O Van Revils continua a observar o inimigo enquanto aguardamos pela comunicação do Lord. São visíveis mais seis a sete ogres, para além do líder de chapéu, que fala com dois elementos, aparentemente sub líderes e que saem de vista, após irem para lá dos montes.
Encontravam-se junto dos orcs, cerca de vinte, como se trabalhassem em unidade. Nota também, que uma grande quantidade de goblins, anteriormente à vista, não está presente, devendo ter recolhido para trás dos montes. Começam a acender fogueiras e um grupo significativo de goblins, parece subir os montes.
O Jack interpela o carpinteiro para obter materiais. Consegue alguma madeira.
Pouco antes de anoitecer totalmente, começam a ser acendidos os braseiros em torno do portão da muralha interior, que emitem alguma luminosidade.
A ponte levadiça desce. Um grupo surge liderado pelo Lord Frederic Warburton, em full plate armour, túnica com o símbolo da sua casa e carrega uma espada com pega negra e com uma gema vermelha. Segue-se o Ceowolf, também em plate armour, espada de duas mãos, os dois cães, Axe & Sword e o capitão Flint (goblin killer), também com plate armour.
O Lord dirige-se para a populaça, segurando o punho da sua espada, agora mais visível em detalhe, uma garra que segura uma bloodstone. A espada chama-se Crows’ Talon. Rumores dizem que foi empunhada pelo pai do Lord, para matar os seus irmãos e quando usada em combate, ouvem-se os gritos agonizantes da família a ser morta. Com um certo esgar, fala para a multidão que se reúne:
Como devem ter percebido, estamos sob cerco. Quero que peguem no que seja necessário e essencial para sobreviverem, comida, animais e água, sigam para o interior do outpost e se preparem.
Esboça um sorriso forçado e acrescenta:
Não têm que se preocupar. O outpost foi construído para resistir a este género de problemas.
Ouve-se um burburinho entre a multidão mas alguns elementos começam de imediato a acatar as instruções do Lord.
Não se vê qualquer elemento do grupo da Miriam.
O Lord retira-se, acompanhado pela sua comitiva. O capitão antes de se retirar aproxima-se da milícia e dá instruções para que se apresentem ao sargento Doyle para receberem mais ordens. O Van Revils interpela o capitão para partilhar informações do que observou na paliçada. O capitão desvia o olhar do anão em direção aos montes e brincando com uma moeda, diz:
Mais logo, quando as pessoas voltarem todas para dentro, voltem a falar comigo, tu e o teu grupo. Preciso de alguma informação e de articular algumas coisas com vocês.
A entrada para o outpost fica aberta.
Ajudamos nos preparativos para a defesa.
A Ithil começa a caminhar para o portão da muralha exterior, em sentido contrário de toda a multidão. O Hob segue-a. Sobem até a plataforma acima do portão e fica a olhar para o escuro. O Hob pergunta:
O que estás a ver?
Não é o que eu estou a ver, é o que se ouve.
O que ouves?
Tens que praticar mais… O vento conta-nos coisas. Ouço madeira a ser cortada.
Será que estão a construir coisas?
Eu ouvi e queria ter a certeza. Estão a arranjar recursos para fazer um assalto. Se fosse eu, uma das primeiras coisas que fazia era envenenar a água. Depois tentava incendiar os portões. Se nenhuma delas funcionasse, ficava do lado de fora, à espera.
E quem está cá dentro, o que faria?
Olhando para estas pessoas, dá pena. Se é para tentar ir embora, hoje é a melhor altura. Amanhã já não sei se conseguimos…
Ambos descem da paliçada e juntam-se ao Van Revils.
Senhor Van… senhor Van - diz o Hob.
Diz, grande pequenote.
O Hob conta tudo o que a Ithil referiu.
Em grupo, decide-se que não se pode abandonar o outpost, uma vez que é de momento o único ponto seguro que temos, o elfo já conhece o Shrine.
Recordando da informação involuntariamente dada pelo outro grupo, acerca de uma escadaria no penhasco, entramos para o outpost.
Depois de todos os animais, algumas carroças e tendas desmontadas no exterior e novamente erguidas no interior, a ponte levadiça é levantada e as portas encerradas. O exterior fica deserto. O outpost está um pouco sobrelotado.
Vamos falar com o capitão Flint. Partilham-se as informações apuradas acerca dos sitiantes e possíveis táticas usadas.
Suspeitamos que estes ogres seriam as figuras que vimos na torre e os orcs na mina a céu aberto, junto do lago.
O capitão escuta e pede a nossa colaboração, para em caso de necessidade, efetuar uma operação de reconhecimento, perceber melhor os números das forças inimigas e se possível, eliminar chefias.
O Jack salienta a informação da movimentação de tropas da Cidadela de Ferro, mas que não se encontra com os sitiantes. Poderá ser relevante para mais tarde.
O capitão concorda, afirmando que se deve resolver um problema de cada vez.
Todos estão de acordo com a proposta.
Capitão alerta para que quando pretendermos ir, devemos avisá-lo antecipadamente, para tratar para que possamos sair e entrar sem problemas.
Como demonstramos vontade de ir de imediato, o capitão relembra que algumas das criaturas podem ver no escuro.
As escadas são referidas pelo Van Revils mas o capitão não tem conhecimento das mesmas. Sugere-se ao capitão que interpele o Lord acerca das mesmas, uma vez que serão do seu conhecimento.
Falamos do grupo da Miriam e o capitão demonstra preocupação com o bem-estar desses elementos. Partiram para norte por indicação do Lord e ainda não regressaram. Isto foi há mais de duas semanas.
Decidimos sair esta noite, durante a primeira vigia e regressar na terceira.
Descansamos um pouco até a partida.
Na hora da saída, o capitão acompanha-nos até à saída, em silêncio. O Van Revils questiona acerca das escadas, se teve a oportunidade de falar com o Lord. A resposta é afirmativa, o Lord afirmou que as escadas são inúteis, uma vez que ficam longe, descem umas dezenas de metros e estão partidas, não levando a lado nenhum.
Saímos das muralhas interiores e a entrada é fechada. Descemos pela paliçada, o mais junto ao penhasco, usando uma corda fixa a uma carroça, dissimulando-a o mais possível.
Seguimos ao longo do penhasco ao abrigo da noite. Depois de um pouco mais de uma hora a caminhar, encontramos uma estrutura dissimulada que compõem a escadaria. Contudo parece perigosa pois não tem qualquer segurança. Nota-se que em tempos remotos terá sido bastante utilizada. Faz lembrar o tipo de degraus que existem algures nas montanhas e que dão acesso a mosteiros isolados. Poderão dar acesso a um local de peregrinação. Há marcas de lama nos degraus. A escadaria é de fabrico humano.
Iniciamos a descida, em fila, com o Bran na frente.
Após trinta ou quarenta metros a descer, aproximadamente a meio da altura, chegamos a uma plataforma de dois por dois metros e as escadas continuam a descer. Nota-se claramente que em situações ventosas, esta via é extremamente perigosa. A aragem trás um odor desagradavel.
Na plataforma existem pegadas recentes de vários animais que não reconhecemos. Nota-se que subiram, andaram por ali algum tempo e depois regressaram, descendo.
Procurando na plataforma, na parede mais afastada da mesma apercebemo-nos de uma saliência. Trata-se de um buraco com uma forma estranha e que faz lembrar a reentrância que existe na estátua do Shrine de Rolmos, apesar de ter um formato diferente. Não reconhecemos o formato.
O Hob lembra-se da chave esqueleto e entrega-a ao Jack para usar na fissura. A chave move-se no interior da fechadura até que começa a berrar muito alto e a fazer força para sair. Retira-se a chave que continua a gritar:
Monstros… monstros…
Passados alguns segundos a chave cala-se.
Ouvem-se barulhos de babuínos das rochas a subir a escadaria, a cerca de vinte a trinta metros.
Retiramos para o topo do penhasco, preparando um possível combate. Contudo os babuínos não passam da plataforma.
Vamos fazer reconhecimento dos sitiantes, atrás das linhas inimigas. Constatamos que estão a construir escadas, um aríete e vários recipientes circulares que estão a ser enchidos com algo líquido.
As forças são claramente superiores ao que tínhamos inicialmente estimado. Vemos cerca de cinquenta lobos medonhos que se encontram numa espécie de canil improvisado, seis ogres e duzentos goblins.
Os orcs são indisciplinados, mas continuam a trabalhar devido à presença do líder ogre que usa chapéu tipo “sombrero”, que orienta os trabalhos.
Não têm tendas, mas sim toldos, cerca de vinte, mas poderão ser mais.
O grifo poisa junto do ogre de chapéu e guincha para os orcs nas proximidades e todos se afastam ligeiramente, dando três passos atrás.
O elfo desmonta e junta-se ao ogre, que retira o chapéu. O ogre é desprovido de cabelo e tem metade do rosto desfigurado, sem olho esquerdo, como queimado por ácido. Usa um colar com ossos e outros objetos. Deve utilizar magia.
O elfo entrega algo azulado brilhante ao ogre, que guarda nas vestes e após trocar algumas palavras, o elfo monta o grifo, levanta voo e desaparece na escuridão da noite..
Os goblins e orcs claramente temem o elfo, contudo o ogre parece ter uma relação diferente, quase fraternal, tipo parceiros comerciais.
O ogre fala para os presentes e todos voltam ao trabalho.
O Hob vai explorar furtivamente o acampamento, apurando um pouco mais de informação:
goblins - 300;
lobos - 70;
guarda pessoal do chefe goblin é composta por seis elementos.
Depois do Hob se juntar ao grupo, regressamos ao outpost.
Fazemos o reporte ao capitão e vamos descansar.
Junto das tendas ouvem-se mulheres a falar e uma delas afirma ter escutado uma voz feminina com sotaque estranho, junto do poço, sussurrando “Boa noite”, e não se via ninguém.
A Rhian junta-se às mulheres para obter mais informação acerca da voz.
Depois de ouvir o relato da Rhian, a Ithil diz parecer ser a voz do elfo. Os elfos falam suavemente e de forma arrastada quando já têm uma idade avançada.
Reporta-se ao capitão que suspeitamos que o elfo andou dentro do outpost, perto do poço. É retirada uma amostra de água do poço e este é encerrado e colocado alguém de guarda.
21 outubro
Repousamos algum tempo e quando acordamos notamos que nada aconteceu. As movimentações inimigas diminuíram e estão resguardados do sol, à sombra dos toldos.
Sem comentários:
Enviar um comentário