Sessão #55 14/03/2026
O regresso ao Outpost foi subitamente interrompido por um grito estridente que ecoou contra as paredes da escarpa.
No topo de um pedregulho, um hipógrifo de olhar colérico barrou o caminho do grupo. A criatura apresentava um aspeto perturbador, a sua plumagem de águia na parte frontal e as suas patas estavam severamente queimadas, conferindo-lhe um ar de desespero e fúria.
Apesar das tentativas iniciais do grupo de realizar movimentos apaziguadores, o monstro parecia fixado nos humanos, ignorando qualquer gesto de paz.
O combate iniciou-se de forma explosiva quando o hipogrifo, com uma rotação rápida do tronco e um impulso potente, saltou em direção à Cath.
O primeiro ataque, uma bicada feroz, falhou por pouco, raspando na parede de pedra
Contudo, a besta não cedeu; erguendo-se sobre as patas traseiras, desferiu duas garradas brutais. Uma delas atingiu Cat com precisão cirúrgica — um sucesso crítico que a projetou contra a parede da escarpa, deixando-a gravemente ferida e caída no chão.
Enquanto o hipógrifo soltava um guincho de triunfo e se virava para o humano mais próximo, o Rais Manike, este respondeu com um ataque em força. Com um golpe de espada e escudo, Rais Manike atingiu a criatura.
No entanto, o momento mais dramático estava reservado para a Cath. Encurralada entre a vida e a morte, ela entregou-se a um ataque derradeiro. Num último esforço heroico, saltou para cima do dorso da fera como se montasse um cavalo e, ignorando os seus próprios ferimentos, enterrou profundamente no pescoço do bicho a adaga de prata que o grupo encontrara anteriormente.
O sangue jorrou sobre as penas cinzentas e queimadas, mas a criatura ainda se mantinha de pé.
Foi então que a Rhian interveio, conjurando três Magic Missiles que cruzaram o ar como setas de luz.
Os projéteis atingiram o hipogrifo em cheio, fazendo-o tombar finalmente morto, colapsando pesadamente sobre o corpo moribundo de Cath.
Antes de seguirem viagem, o grupo sepultou os restos mortais da heroica Cath e procedeu à recolha de reagentes raros, extraindo o sangue, as garras e o bico da criatura para futuras poções alquímicas.
Ao chegarem ao Outpost a 15 de abril, o grupo procurou imediatamente o Lorde para alertar sobre o culto de Moloch.
O Lorde, alarmado com as notícias de rituais e explosões ouvidas nas redondezas, entregou ao grupo uma bolsa de moedas para financiar uma missão de interrupção imediata do ritual.
Para reforçar as fileiras após a perda de Cath, novos aliados juntaram-se à causa: os combatentes Morgan e Gordon, e a enigmática alquimista Cadwyn, que trouxe consigo conhecimentos de magia e reagentes preciosos.
O grupo partiu para a fissura a 17 de abril, encontrando pelo caminho os restos de um acampamento recente perto da pedreira, onde descobriram um amuleto de madeira queimado com a iconografia do culto.
Já na fissura e à medida que desciam pelas entranhas da terra, o ambiente tornava-se opressivo, o ar seco e o calor abrasador faziam o metal das armaduras escaldar a pele.
Num dos salões, encontraram nichos repletos de ossadas carbonizadas, restos de sacrifícios que pareciam brilhar com uma brasa interna sobrenatural.
Por fim, o grupo atravessa uma ravina onde o próprio chão emanava um calor de lava, forçando-os a correr para evitar danos fatais. No coração das profundezas, desembocaram numa câmara circular dominada por um poço de luz pulsante. Ali, rodeada por 12 figuras silenciosas, erguia-se uma entidade imponente protegida por uma máscara de bronze em forma de chama. Ao utilizar Detect Magic, Rhian confirmou que tanto a máscara como o braseiro que a figura empunhava brilhavam com uma intensidade mágica cegante, sinalizando o início de um confronto que poderá decidir o destino do vale.
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