segunda-feira, 25 de maio de 2026

Sessão #60 (LotFP)

 

Sessão #60   23/05/2026

9 de maio de 924

O Confronto no Templo de Moloch

O combate final inicia-se no interior do templo. O grupo encontra-se cercado: à frente, os cultistas alimentam o ritual da estátua colossal; atrás, Lord Fredrick Warburton surge com os seus generais de fogo (Ceowulf, Bran e a figura feminina, possivelmente Miriam). Hob mantém-se escondido no exterior, observando a entrada.

O Banquete de Cinzas e o Sacrifício de Morgan

A natureza do ritual revela-se macabra: cada corpo que tomba no templo desfaz-se rapidamente em cinzas, que são sugadas para o interior da estátua de Moloch, fazendo os seus olhos de rubi brilhar com intensidade crescente.

  • A Queda de Morgan: Logo no início da refrega, o combatente Morgan é atingido pelo braseiro de um cultista e entra em combustão espontânea. O seu corpo arde de dentro para fora, largando o martelo e transformando-se em combustível para a estátua.

A Intervenção de Icarus e a Barreira de Fogo

O Lorde Warburton manifesta um poder inumano, envolto em fagulhas e um calor opressivo. Sob a sua influência, as chamas dos braseiros erguem uma barreira de fogo que divide o templo, isolando o grupo da visão do altar.

  • A Tática de Icarus: A entidade Icarus (no corpo de Rais-Manike) levita de forma pouco natural até à cabeça da estátua. Num duelo de vontades arcanas, ele consegue interagir com um dos olhos da estátua, tentando sabotar ou redirecionar a energia do ritual.

O Fim de uma Era: A Queda de Doyle

O Sargento Doyle luta desesperadamente, chegando a ser atingido por ataques críticos. Apesar da sua resistência, acaba por sucumbir aos ferimentos e ao fogo purificador do templo, tombando como o último dos veteranos da expedição original de Silverlake.

A Transfiguração Divina de Warburton

O ritual atinge o seu clímax e já não pode ser travado. A estátua de Moloch racha-se ao meio, vertendo sangue fumegante que flui diretamente para Lord Warburton.

  • O Novo Avatar: Warburton absorve a essência, crescendo até aos 3 metros de altura. A sua pele torna-se enegrecida, surgem saliências cranianas em forma de coroa e os seus olhos tornam-se fornalhas de fogo e fumo. Ele é agora um fragmento divino, um avatar incompleto de Azkharon (Deus do Fogo e Desespero).

  • O Olho de Icarus: Antes de desaparecer na escuridão arcana, Icarus substitui o seu próprio olho pela gema da estátua, deixando para trás um olho físico no chão do templo.

Fuga Desesperada e o Silêncio das Wild Lands

Reconhecendo que a luta era impossível — que Warburton poderia esmagá-los como moscas — Rhian, Van Revils, Ithil, Caitlyn e Hob bateram em retirada. Enquanto corriam pela saída, ouviram atrás de si um estrondo colossal: Warburton, num acesso de fúria divina, estilhaçava o altar de pedra com um único golpe, abrindo fissuras profundas que faziam o templo colapsar sobre si mesmo.

Ao chegarem à base dos montes, os cinco sobreviventes pararam por um breve segundo para olhar para trás. Contra o céu noturno, o local brilhava com uma luz laranja maligna e os gritos inumanos do Avatar ecoavam pelo vale, chamando pelo nome de Icarus. As Wild Lands mergulharam num silêncio perturbador; o posto avançado estava perdido, os aliados estavam mortos e o equilíbrio do mundo tinha sido permanentemente alterado. Sem um porto seguro e com uma divindade hostil no seu encalço, os heróis desapareceram na escuridão dos montes, sabendo que a verdadeira luta pela sobrevivência estava apenas a começar.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Sessão #59 (LotFP)

 

Sessão #59   09/05/2026

7 de maio de 924 [

O Sacrifício de Rais-Manike

O grupo encontra-se refugiado numa câmara circular de 26 metros de diâmetro, no fundo do poço sob o Outpost. O poço é bloqueado por pedras que caem do topo, impedindo o regresso. Uma porta de bronze maciça, reforçada e com motivos de espirais de fogo, bloqueia a saída para as cavernas. No lintel, lê-se em Old Valuryan: "Fugimos das cinzas mas nunca da chama".

Sem conseguir abrir a porta mecanicamente, o grupo é interpelado por uma voz monocórdica e incorpórea que ecoa pelo poço. Ithil reconhece-a como sendo a de Icarus, o "Mago Invisível" que protegia o Lorde.

  • O Aviso de Icarus: A entidade revela que Lord Fredrick Warburton não é o perigo principal, mas sim a "fome" e algo terrível que está para chegar. Afirma que o Lorde se tornou um "fragmento de uma divindade" e que os seus antigos generais (Kewolf, Bran e a comitiva) são agora meros "invólucros" irrelevantes.

  • O Pacto Blah: Icarus explica que sabe como deter o ritual de grande escala que ocorre nas proximidades, mas precisa de um corpo vivo, de livre vontade, para quebrar a sua ligação ao Lorde e sair daquela zona. Invocando a honra do Pacto Blah (Blarock) e a lealdade à linhagem de Valdrick, Rais-Manike oferece-se como hospedeiro permanente.

  • A Transfiguração: O processo é instantâneo: Rais-Manike levita, o seu corpo brilha suavemente e os seus olhos tornam-se de um azul intenso. A entidade assume o controlo total e identifica-se apenas como Icarus.

A Fuga pelas Cavernas Moldadas

Com um gesto e palavras místicas, Icarus faz a tranca de bronze saltar e a porta abre-se. O grupo avança pelas cavernas, que exalam um bafo quente e fumo.

  • Geologia Mágica: As paredes das cavernas apresentam rachas de magma e um brilho laranja-avermelhado. Van Revils percebe que a própria terra está a ser "moldada" magicamente para criar uma nova estrutura para cima, desfazendo a rocha antiga.

8 de maio de 924

O Encontro com o Sargento Doyle

Ao saírem para o exterior a meio da manhã, o grupo ruma para Noroeste. Perto do antigo local do cerco dos goblins, encontram o Sargento Doyle.

  • Relato de Doyle: O sargento está equipado para batalha, mas com a armadura e o escudo amolgados. Revela que o Capitão Flint foi levado e que o Outpost foi cercado por "homens pintados" (selvagens) em grande número. Doyle junta-se ao grupo, embora esteja confuso com a nova identidade de Rais-Manike.

A Partida de Icarus

Ao anoitecer, clarões de fogo são visíveis a cerca de 12 milhas. Durante a vigia, Icarus levanta-se, conjura um feitiço e, envolto num brilho esbranquiçado, levanta voo (Fly) em direção ao fogo, desaparecendo na escuridão. O grupo, exausto e sem conseguir preparar novos feitiços, decide persegui-lo a pé.

9 de maio de 924

O Templo no Penhasco e o Ritual de Moloch

Após uma marcha forçada, o grupo chega a um penhasco maciço com uma rampa de centenas de metros. A rocha no caminho está queimada. No topo, existe um platô com uma estrutura semelhante a um templo com portas duplas abertas.

  • Emboscada aos Cultistas: Quatro figuras semelhantes aos cultistas da fissura guardam a entrada. O grupo ataca: as fundas de Cadwyn e Rhian abatem um cultista com um tiro na cabeça e ferem outro, enquanto Van Revils, Doyle e Morgan carregam em direção às portas.

  • O Interior do Templo: No centro da divisão, um círculo de figuras rodeia uma estátua colossal e anafada (Moloch) com olhos de rubi que brilham intensamente. Uma taça gigante emana calor e fogo, iluminando a sala.

  • O Cerco Final: Enquanto o grupo combate os cultistas, uma rachadura enorme aparece na estátua. Nas costas do grupo, surgem Lord Fredrick Warburton e os seus três generais (Kewolf, Bran e uma figura feminina, possivelmente a Miriam), todos com pele enegrecida e olhos de fogo.

  • Erupção: O líder do culto grita em Valorian: "Protejam a chama!". A estátua começa a dividir-se, emitindo luz e revelando magma no seu interior. O grupo encontra-se agora encurralado entre o ritual em erupção e a força avassaladora de Warburton.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Sessão #58 (LotFP)

 

Sessão #58   25/04/2026

A madrugada de 7 de maio de 924 trouxe um prenúncio sombrio através de um sonho vívido de Aelbrin. Na visão, ele caminhava descalço por terras enegrecidas até uma fortaleza cujas muralhas derretiam como cera. Dos portões saiu Lord Fredrick Warburton, mas transfigurado: face pálida, veias como metal incandescente e olhos que eram fornalhas profundas. Sentado num trono de pedra preta que cresceu da própria terra, o Lorde proferiu palavras enigmáticas: "Tu vieste antes do fogo. Ainda podes escolher o teu lugar nele". Aelbrin acordou com o sabor a fumo na boca e a certeza de que a sua divindade, Rholmos, o estava a testar.

Ao amanhecer, o grupo explorou o outpost devastado. Ithil e Rais-Manike detetaram marcas de um movimento massivo: cerca de 400 pessoas (provavelmente sobreviventes capturados), animais e carroças, conduzidos num ritmo desanimado em direção a oeste. Nas ameias traseiras do outpost, Rais-Manike avistou uma dúzia de corpos amontoados no fundo do penhasco, a 100 metros de profundidade, indicando que foram atirados ou saltaram durante o ataque. A investigação sugeriu traição ou intervenção mágica, pois os portões principais foram abertos por dentro.

Seguindo gotas de sangue fresco, o grupo desceu às escadarias do templo sob o outpost. No interior, Aelbrin sentiu uma opressão divina intensa, confirmando que a divindade do templo, Azkharon (Deus do Fogo e Desespero), parecia reanimada e atenta. No centro do salão do púlpito, imaculadamente limpo de cinzas por forças não naturais, encontraram um coração pulsante em chamas na gravura em baixo-relevo.

O confronto iniciou-se quando a figura zombificada de Ceowulf, com olhos de fogo e uma máscara sem feições, saltou do varandim. Todas as portas se fecharam, separando o grupo, ficando Aelbrin, Van Revils e Rais-Manike no salão. Van Revils e Rais-Manike trespassaram o coração com as armas, libertando chamas em vez de sangue. No auge do combate, Ceowulf,desferiu uma carga devastadora que derrubou Aelbrin num golpe fatal. Contudo, num esforço heróico final, o clérigo arremessou o seu último frasco de Holy Water contra o coração enquanto tombava. O impacto criou uma nuvem de vapor e luz que, combinada com uma marretada final de Van Revils, estilhaçou o órgão como se fosse pedra.

No varandim surgiram mais figuras: dois elementos não reconhecidos e o próprio Lord Fredrick Warburton, todos com pele enegrecida e olhos de fogo. Enquanto o Lorde iniciava uma conjuração poderosa, Ithil utilizou palavras em élfico antigo para abrir magicamente as portas seladas do templo. Perseguido pelas entidades de fogo, o grupo correu pelos corredores até chegar ao fosso.

Rhian utilizou o feitiço Levitate para auxiliar na descida apressada. No topo, Van Revils segurou a porta contra a força inumana do Lorde até ao último segundo, antes de se lançar num rapel desesperado pela corda. O anão acabou por cair sobre Morgan no fundo do poço, e ambos ficaram feridos com o impacto. O grupo encontra-se agora refugiado nas cavernas inferiores, na zona outrora habitada pelos babuínos, enquanto o eco do fogo de Azkharon ressoa acima deles.


segunda-feira, 20 de abril de 2026

Sessão #57 (LotFP)

 

Sessão #57   11/04/2026


21 abril 924

Partimos do Outpost carregados com materiais alquímicos para equipar o laboratório. A viagem é lenta devido ao peso excessivo, especialmente para o Van Revils, que segue sobrecarregado com a sua armadura.

Ao chegarmos ao baixio do rio, detetamos na margem arenosa (lado da floresta) pegadas grandes e concentradas de uma criatura, que o Aelbrin identifica como sendo de um urso.

Chegamos ao Shrine de Rholmus ao anoitecer. Ao passar pela arcada mágica, as nossas roupas são limpas da lama do rio e ficamos refrescados com um aroma a rosas.


22 abril a 5 maio 924

Estabelecemo-nos no santuário para um período de descanso, estudo e trabalhos alquímicos.

Identificação de Itens:

  • Máscara de Bronze: Revela ser um item de grande poder. Concede imunidade total ao fogo (não apenas resistência). Contudo, tem uma natureza nefasta: tenta fundir-se com a pele do utilizador (alimentando-se dela) e emite sussurros sobrenaturais. Existe o risco real de quem a use perder a vontade própria para a máscara.
  • Rod of Office (Cetro do Juiz): Identificado como uma Maça Mágica. O portador atrai atenção de forma não natural (compulsão mágica). Uma vez por dia, permite dar um comando de uma única palavra (ex: "Ajoelha-te", "Morre", "Pára"). O alvo (até 30 pés) deve passar num teste contra magia ou obedecerá durante uma ronda.
  • Estudos e Produção
    • Rhian e Cadwyn dedicam-se ao estudo de magia.
    • Aelbrin produz 1 frasco de Holy Water.
    • Hob passa o tempo a pescar no rio, garantindo algumas provisões de peixe fumado.

6 maio 924

Partimos de regresso ao posto avançado sob uma chuva miúda. Perto do destino, vemos uma coluna de fumo vinda da direção do Outpost.


Ouvimos vozes grossas e articuladas atrás de grandes pedregulhos. Aelbrin e Rais-Manike esgueiram-se por uma ranhura e avistam três ogres (com cerca de 3 metros de altura) transportando sacos e arrastando uma mulher humana amarrada, com as roupas rasgadas.

O grupo tenta intercetar as criaturas com disparos à distância, no intuito de salvar a humana. No meio da escuridão e da confusão, um dos disparos acaba por atingir acidentalmente a mulher prisioneira. Os ogres riem-se e desaparecem no desfiladeiro em direção a Noroeste.


Chegamos ao Outpost durante a noite e encontramos um silêncio sepulcral. O cheiro a queimado é intenso. A paliçada exterior foi derrubada de fora para dentro e o ribeiro está seco.

Ao entrarmos, deparamo-nos com uma carnificina: cerca de 20 soldados foram pendurados em estacas, alguns desmembrados ou queimados vivos. Reconhecemos os rostos dos soldados que ali serviam.


As portas da mansão estão escancaradas. No interior, tudo foi saqueado e revirado. O cadeirão do Lorde está tombado, há papéis e tinta espalhados pelo chão, mas não há corpos. Não há sinal do Lorde Fredrick Warburton, do seu primo Ulrich, dos cães (Axe e Sword) ou da comitiva próxima (Kewolf e Miriam).


Ithil sente um arrepio e ouve uma voz em dialeto élfico de Valyndor. Uma figura translúcida e encapuzada aparece-lhe brevemente, avisando que não restou ninguém vivo e que os responsáveis seguiram para Oeste. A figura parece ser uma projeção controlada mágicamente à distância e desvanece-se após o aviso.

Pernoitamos nas antigas barracks, que ainda estão de pé apesar dos danos, suspeitando que a mulher levada pelos ogres possa ser a Miriam.


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Sessão #56 (LotFP)

 

Sessão #56   28/03/2026

O embate nas entranhas da fissura contra o culto de Moloch foi uma luta desesperada pela sobrevivência num ambiente que parecia o próprio "submundo".

O calor era tão intenso que todos os aventureiros suavam profundamente, mesmo aqueles que nunca tinham suado antes.

O brilho de um poço de lava vivo iluminava a câmara, onde treze cultistas em tronco nu, parecendo quatro deles sargentos marcados pelo fogo e o líder com uma máscara de bronze aguardavam o grupo.


A batalha começou quando o grupo percebeu que a retirada era impossível: labaredas de fogo começaram a sair das paredes do corredor por onde tinham vindo, ameaçando assá-los vivos caso tentassem fugir.

Encurralados "entre o fogo e o fogo", a iniciativa foi lançada.

O anão Van Rebels protagonizou um dos momentos mais brutais do combate. Ao realizar uma carga em linha reta contra um dos cultistas, desferiu uma martelada devastadora com o seu Warhammer diretamente na cabeça do inimigo.

O impacto foi tão violento que o pescoço do cultista torceu de forma não natural; no momento do golpe, um brilho de fogo surgiu nos olhos e boca do agressor, e o seu corpo entrou em combustão espontânea ao cair.

Rais Manike, ao observar a cena, notou que o calor era tão forte que quase penetrava a armadura.

Enquanto o combate físico escalava, os utilizadores de magia tentavam controlar o caos:

Cadwin utilizou a sua funda com precisão crítica contra um dos sargentos azuis, causando um ferimento grave.

Mais tarde, num momento decisivo, a Rhian conjurou um feitiço de Sleep que mergulhou quatro cultistas num sono profundo, equilibrando as contas do combate

.

Rhian focou os seus ataques no líder. Os seus Magic Missiles, que assumiam a forma de folhas, atingiram a figura mascarada, forçando breves pausas no seu cântico gutural em Old Valorian.

Aelbrin saiu da formação com um grito de "sai da frente" e investiu com a sua lança, perfurando um dos iniciados.


O líder do culto, uma figura imponente com uma máscara de bronze demoníaca que parecia estar a derreter em chamas, não ficou passivo.

Ele entoava sons guturais que faziam o poço de chamas "respirar" ao ritmo da sua voz e brandia um chicote de fogo que estalava no ar.

O líder ordenava em voz alta: "Agarrem o anão e empurrem-no lá para baixo! Sacrifício!".

O combate tornou-se crítico para o grupo, com Aelbrin a cair inconsciente sob o peso dos ataques e da exaustão.


A vitória foi selada quando uma nova salva de ataques, incluindo mais projéteis mágicos de Rhian, derruba finalmente o líder.

No momento em que ele tombou, ouviu-se o som seco da máscara de bronze a bater no chão.

Hob, ao recuperar a máscara, sentiu que o metal ainda estava morno e, ao retirá-la, revelou que sob as queimaduras e a pele desfigurada escondia-se o rosto de um elfo.


Com a morte do líder do culto, toda a estrutura começou a vibrar e a desmoronar.

O grupo teve de arrastar os companheiros tombados pelo corredor enquanto o teto colapsava atrás deles.

Conseguiram emergir pela fissura para o exterior, "amassados mas vivos", no exato momento em que a entrada colapsou numa nuvem de pó, fumo e calor intenso.


O rescaldo da batalha deixou marcas profundas, especialmente em Aelbrin e Rais Manike, que ao recuperarem a consciência, descobrem ter ganho uma cicatriz de guerra permanente que lhes reduziu o vigor físico.

Sob a luz do entardecer, o grupo refugiou-se no antigo local de acampamento para lamber as feridas.

Com o uso meticuloso de um kit de primeiros socorros e o calor de uma fogueira — essencial para garantir um descanso reparador apesar de todos se sentirem já "queimados" pelo fogo de Moloch — os heróis conseguiram estabilizar a sua condição.


A 18 de abril, sob um sol de primavera enganadoramente perfeito, o grupo regressou ao Outpost, mas encontrou um cenário drasticamente alterado.

Os portões exteriores estavam trancados em pleno dia, algo inédito, e o silêncio era apenas quebrado pelo som apressado de trabalhos de cantaria vindos do interior da fortaleza.

Após baterem com insistência, foram recebidos com desconfiança; um miliciano acabou por permitir a entrada, avisando que o Lorde Ulrich Barrington havia partido com a sua comitiva e que ordens estritas impediam a circulação de estranhos.


Dentro das muralhas, a tensão era palpável:

Foi imposto um recolher obrigatório ao anoitecer, com patrulhas constantes a percorrer o posto.


Circulavam rumores sombrios sobre o desaparecimento misterioso de uma jovem chamada Celia, que desapareceu durante a noite sem deixar rasto.


O grupo passou os dias seguintes, 19 e 20 de abril, em recuperação absoluta, enquanto a Rhian tentava, sem sucesso devido à falta de um laboratório adequado, decifrar os segredos da máscara de bronze e do braseiro mágico recuperados ao elfo caído.


Finalmente, a 21 de abril, o Lorde regressou ao posto.

Embora não tenham conseguido uma audiência imediata, um soldado entregou ao grupo uma permissão oficial a autorizar a partida.

Antes de abandonarem o local, os aventureiros fizeram questão de deixar uma mensagem escrita detalhando a destruição dos 13 cultistas e o perigo que a seita de Moloch representava para a região.

O grupo partiu então carregando o peso dos seus novos materiais alquímicos, rumo ao shrine, com a promessa de que as Terras Ermas ainda guardam muitos segredos por revelar.


segunda-feira, 23 de março de 2026

Sessão #55 (LotFP)

 

Sessão #55   14/03/2026


O regresso ao Outpost foi subitamente interrompido por um grito estridente que ecoou contra as paredes da escarpa.


No topo de um pedregulho, um hipógrifo de olhar colérico barrou o caminho do grupo. A criatura apresentava um aspeto perturbador, a sua plumagem de águia na parte frontal e as suas patas estavam severamente queimadas, conferindo-lhe um ar de desespero e fúria.

Apesar das tentativas iniciais do grupo de realizar movimentos apaziguadores, o monstro parecia fixado nos humanos, ignorando qualquer gesto de paz.

O combate iniciou-se de forma explosiva quando o hipogrifo, com uma rotação rápida do tronco e um impulso potente, saltou em direção à Cath.

O primeiro ataque, uma bicada feroz, falhou por pouco, raspando na parede de pedra

Contudo, a besta não cedeu; erguendo-se sobre as patas traseiras, desferiu duas garradas brutais. Uma delas atingiu Cat com precisão cirúrgica — um sucesso crítico que a projetou contra a parede da escarpa, deixando-a gravemente ferida e caída no chão.

Enquanto o hipógrifo soltava um guincho de triunfo e se virava para o humano mais próximo, o Rais Manike, este respondeu com um ataque em força. Com um golpe de espada e escudo, Rais Manike atingiu a criatura.


No entanto, o momento mais dramático estava reservado para a Cath. Encurralada entre a vida e a morte, ela entregou-se a um ataque derradeiro. Num último esforço heroico, saltou para cima do dorso da fera como se montasse um cavalo e, ignorando os seus próprios ferimentos, enterrou profundamente no pescoço do bicho a adaga de prata que o grupo encontrara anteriormente.

O sangue jorrou sobre as penas cinzentas e queimadas, mas a criatura ainda se mantinha de pé.

Foi então que a Rhian interveio, conjurando três Magic Missiles que cruzaram o ar como setas de luz.

Os projéteis atingiram o hipogrifo em cheio, fazendo-o tombar finalmente morto, colapsando pesadamente sobre o corpo moribundo de Cath.


Antes de seguirem viagem, o grupo sepultou os restos mortais da heroica Cath e procedeu à recolha de reagentes raros, extraindo o sangue, as garras e o bico da criatura para futuras poções alquímicas.

Ao chegarem ao Outpost a 15 de abril, o grupo procurou imediatamente o Lorde para alertar sobre o culto de Moloch.


O Lorde, alarmado com as notícias de rituais e explosões ouvidas nas redondezas, entregou ao grupo uma bolsa de moedas para financiar uma missão de interrupção imediata do ritual.

Para reforçar as fileiras após a perda de Cath, novos aliados juntaram-se à causa: os combatentes Morgan e Gordon, e a enigmática alquimista Cadwyn, que trouxe consigo conhecimentos de magia e reagentes preciosos.


O grupo partiu para a fissura a 17 de abril, encontrando pelo caminho os restos de um acampamento recente perto da pedreira, onde descobriram um amuleto de madeira queimado com a iconografia do culto.


Já na fissura e à medida que desciam pelas entranhas da terra, o ambiente tornava-se opressivo, o ar seco e o calor abrasador faziam o metal das armaduras escaldar a pele.

Num dos salões, encontraram nichos repletos de ossadas carbonizadas, restos de sacrifícios que pareciam brilhar com uma brasa interna sobrenatural.


Por fim, o grupo atravessa uma ravina onde o próprio chão emanava um calor de lava, forçando-os a correr para evitar danos fatais. No coração das profundezas, desembocaram numa câmara circular dominada por um poço de luz pulsante. Ali, rodeada por 12 figuras silenciosas, erguia-se uma entidade imponente protegida por uma máscara de bronze em forma de chama. Ao utilizar Detect Magic, Rhian confirmou que tanto a máscara como o braseiro que a figura empunhava brilhavam com uma intensidade mágica cegante, sinalizando o início de um confronto que poderá decidir o destino do vale.


Sessão #60 (LotFP)

  Sessão #60   23/05/2026 9 de maio de 924 O Confronto no Templo de Moloch O combate final inicia-se no interior do templo. ...