Sessão #52 31/01/2026
12 abril 924
O silêncio do túmulo foi quebrado pelo som metálico de cotas de malha enferrujadas quando Van Revils tentou remover uma lança de uma das figuras. Seis esqueletos, outrora guardiões, ergueram-se com um movimento seco, forçando o grupo a um combate táctico onde as armas de perfuração se revelaram quase inúteis contra os ossos antigos. Entre o brilho de Magic Missiles que assumiram a forma de folhas primaveris e golpes de maça, o grupo prevaleceu, reduzindo os mortos-vivos a pó e metal retorcido. Uma inscrição nas paredes resumia o seu fado: "Eles juraram vigiar o seu descanso como vigiaram o seu reinado".
À medida que o grupo descia mais um lance de escadas, o ar tornou-se pesado, carregado com um cheiro nauseabundo a mofo e putrefação que os anões compararam, entre dentes, a peixe podre. No centro de uma sala quadrangular, uma mesa de pedra rachada dominava o espaço, rodeada por milhares de fragmentos de barro que cobriam o chão como uma armadilha sonora. Um fresco desbotado na parede oposta mostrava uma figura judicial — um juiz em toga — presidindo a um banquete, ladeado por soldados de cota de malha que ostentavam os mesmos elmos e lanças dos esqueletos derrotados. O teto, atravessado por uma fissura diagonal ameaçadora, pingava humidade, sinalizando a instabilidade de uma estrutura que parecia ressentir-se da intrusão.
A exploração levou o grupo a um arsenal onde banners rasgados com o símbolo do carvalho pendiam de suportes de armas apodrecidos. Ali, enfrentaram quatro esqueletos "explosivos", cujos ossos brancos e robustos estilhaçaram em fragmentos perigosos ao serem destruídos, exigindo reflexos apurados para evitar ferimentos graves. No meio dos destroços, recuperaram uma ponta de lança de bronze, finamente trabalhada na forma de uma folha de carvalho, e um torque de cobre. Mais adiante, numa sala baixa onde ratos gigantes roíam restos de velas, a sorte sorriu aos aventureiros: sob uma laje móvel, descobriram um punhal de prata com um punho esculpido como um carvalho, uma arma valiosa contra as abominações que habitam as sombras.
O clímax da jornada ocorreu na câmara do sarcófago massivo, onde as paredes retratavam exércitos marchando em eterna sintonia em direção ao seu senhor. No rebordo da pedra, a inscrição em Old Valorian deixava um aviso: "Restaurei a paz no vale, que ninguém o perturbe de novo". Ignorando o aviso e a vibração crescente do chão, Rhian utilizou o feitiço Levitate para erguer a tampa colossal. Com um estrondo que ecoou pelas profundezas, a tampa embateu na parede, revelando Lord Edravan. A figura mumificada, vestida em robes verdes e prateados e de olhos em chamas azuis, emergiu do seu repouso empunhando um bastão como se fosse uma maça de guerra.
"Intrusos... vão pagar com as vossas vidas", ecoou a voz sepulcral de Edravan antes do confronto se iniciar. O grupo terminou esta etapa da exploração, preparando-se agora para enfrentar o juiz.
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