segunda-feira, 6 de abril de 2026

Sessão #56 (LotFP)

 

Sessão #56   28/03/2026

O embate nas entranhas da fissura contra o culto de Moloch foi uma luta desesperada pela sobrevivência num ambiente que parecia o próprio "submundo".

O calor era tão intenso que todos os aventureiros suavam profundamente, mesmo aqueles que nunca tinham suado antes.

O brilho de um poço de lava vivo iluminava a câmara, onde treze cultistas em tronco nu, parecendo quatro deles sargentos marcados pelo fogo e o líder com uma máscara de bronze aguardavam o grupo.


A batalha começou quando o grupo percebeu que a retirada era impossível: labaredas de fogo começaram a sair das paredes do corredor por onde tinham vindo, ameaçando assá-los vivos caso tentassem fugir.

Encurralados "entre o fogo e o fogo", a iniciativa foi lançada.

O anão Van Rebels protagonizou um dos momentos mais brutais do combate. Ao realizar uma carga em linha reta contra um dos cultistas, desferiu uma martelada devastadora com o seu Warhammer diretamente na cabeça do inimigo.

O impacto foi tão violento que o pescoço do cultista torceu de forma não natural; no momento do golpe, um brilho de fogo surgiu nos olhos e boca do agressor, e o seu corpo entrou em combustão espontânea ao cair.

Rais Manike, ao observar a cena, notou que o calor era tão forte que quase penetrava a armadura.

Enquanto o combate físico escalava, os utilizadores de magia tentavam controlar o caos:

Cadwin utilizou a sua funda com precisão crítica contra um dos sargentos azuis, causando um ferimento grave.

Mais tarde, num momento decisivo, a Rhian conjurou um feitiço de Sleep que mergulhou quatro cultistas num sono profundo, equilibrando as contas do combate

.

Rhian focou os seus ataques no líder. Os seus Magic Missiles, que assumiam a forma de folhas, atingiram a figura mascarada, forçando breves pausas no seu cântico gutural em Old Valorian.

Aelbrin saiu da formação com um grito de "sai da frente" e investiu com a sua lança, perfurando um dos iniciados.


O líder do culto, uma figura imponente com uma máscara de bronze demoníaca que parecia estar a derreter em chamas, não ficou passivo.

Ele entoava sons guturais que faziam o poço de chamas "respirar" ao ritmo da sua voz e brandia um chicote de fogo que estalava no ar.

O líder ordenava em voz alta: "Agarrem o anão e empurrem-no lá para baixo! Sacrifício!".

O combate tornou-se crítico para o grupo, com Aelbrin a cair inconsciente sob o peso dos ataques e da exaustão.


A vitória foi selada quando uma nova salva de ataques, incluindo mais projéteis mágicos de Rhian, derruba finalmente o líder.

No momento em que ele tombou, ouviu-se o som seco da máscara de bronze a bater no chão.

Hob, ao recuperar a máscara, sentiu que o metal ainda estava morno e, ao retirá-la, revelou que sob as queimaduras e a pele desfigurada escondia-se o rosto de um elfo.


Com a morte do líder do culto, toda a estrutura começou a vibrar e a desmoronar.

O grupo teve de arrastar os companheiros tombados pelo corredor enquanto o teto colapsava atrás deles.

Conseguiram emergir pela fissura para o exterior, "amassados mas vivos", no exato momento em que a entrada colapsou numa nuvem de pó, fumo e calor intenso.


O rescaldo da batalha deixou marcas profundas, especialmente em Aelbrin e Rais Manike, que ao recuperarem a consciência, descobrem ter ganho uma cicatriz de guerra permanente que lhes reduziu o vigor físico.

Sob a luz do entardecer, o grupo refugiou-se no antigo local de acampamento para lamber as feridas.

Com o uso meticuloso de um kit de primeiros socorros e o calor de uma fogueira — essencial para garantir um descanso reparador apesar de todos se sentirem já "queimados" pelo fogo de Moloch — os heróis conseguiram estabilizar a sua condição.


A 18 de abril, sob um sol de primavera enganadoramente perfeito, o grupo regressou ao Outpost, mas encontrou um cenário drasticamente alterado.

Os portões exteriores estavam trancados em pleno dia, algo inédito, e o silêncio era apenas quebrado pelo som apressado de trabalhos de cantaria vindos do interior da fortaleza.

Após baterem com insistência, foram recebidos com desconfiança; um miliciano acabou por permitir a entrada, avisando que o Lorde Ulrich Barrington havia partido com a sua comitiva e que ordens estritas impediam a circulação de estranhos.


Dentro das muralhas, a tensão era palpável:

Foi imposto um recolher obrigatório ao anoitecer, com patrulhas constantes a percorrer o posto.


Circulavam rumores sombrios sobre o desaparecimento misterioso de uma jovem chamada Celia, que desapareceu durante a noite sem deixar rasto.


O grupo passou os dias seguintes, 19 e 20 de abril, em recuperação absoluta, enquanto a Rhian tentava, sem sucesso devido à falta de um laboratório adequado, decifrar os segredos da máscara de bronze e do braseiro mágico recuperados ao elfo caído.


Finalmente, a 21 de abril, o Lorde regressou ao posto.

Embora não tenham conseguido uma audiência imediata, um soldado entregou ao grupo uma permissão oficial a autorizar a partida.

Antes de abandonarem o local, os aventureiros fizeram questão de deixar uma mensagem escrita detalhando a destruição dos 13 cultistas e o perigo que a seita de Moloch representava para a região.

O grupo partiu então carregando o peso dos seus novos materiais alquímicos, rumo ao shrine, com a promessa de que as Terras Ermas ainda guardam muitos segredos por revelar.


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