segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Sessão #46 (LotFP)

 

Sessão #46   11/10/2025


Prosseguindo a exploração, juntamente com as pegadas humanas, vêm-se pegadas de cães grandes. Especulamos que poderão ser do grupo do Lord que tenha andado por aqui. Contudo não usaram a mesma entrada que nós.


Chegamos a uma grande câmara, onde existem pilares com bacias, onde luminosidade emana de brasas. Estas não emitem calor e quando são retiradas da bacia, apagam, mas quando colocadas de novo, voltam a luzir.


Vê-se um varandim numa das paredes, a quatro metros de altura.


O Hob, na companhia do Valdric, vai escutar à porta existente. Não escutando nada, decide abrir. A luz ilumina uma caverna, não muito grande, cerca de trinta por trinta pés, irregular. Ao fundo à direita há uma passagem. Com a incidência de luz nas paredes, veios de minério brilham. Não se vê o teto. Ouvem-se pingas a cair. As pegadas param junto da ombreira da porta, não tendo entrado, apesar de terem aberto a porta. Sentimos uma sensação estranha, proveniente da caverna, mas não conseguimos identificar bem o que é.



O Van Revils usa um gancho e corda para subir.


A Ithil observa as paredes, que se encontram com fuligem. Não vendo algo de interesse, decide ajudar o anão.


O Valdric pergunta:

  • Qual anão?

O Van Revils responde:

  • Eu não preciso da ajuda de elfos. Segura aí na corda.


Alguém diz:

  • Não caias de costas…

Alguém ri, lembrando um camarada já tombado. (Caradoc)


Sobem todos, deixando rastos na parede.


Olhando para a caverna de onde viemos, a luminosidade das brasas dá uma visão fantasmagórica. 


Está escuro, mas parece haver escadas que sobem do varandim. Parecem também haver pegadas no varandim, mas não escalaram para ali chegar, tendo acedido por outro local. Finalmente a luz mostra que o varandim abre para um salão, onde pegadas vão e vêm.


O salão tem cinquenta pés de largura. Além das pegadas, veem-se marcas no chão de algo semelhante a uma explosão, mas sem conseguir apurar a origem e são claramente recentes. Se existiam pegadas nessa área, estas foram cobertas pela explosão. Os nossos passos ecoam pelo espaço, escutando-se de forma deslocada da origem.


Alguns metros à frente, percebemos a real dimensão do salão, cinquenta por setenta pés. A meio da parede mais comprida, existe uma abertura com corredor de três metros, seguido de uma escadaria a descer. No centro do salão existe uma elevação no chão com vários dedos de altura, circular e onde cabem várias pessoas, feita de obsidiana e da qual parecem emanar as marcas, como se um calor intenso se espalhasse daquele centro.


Sente-se um odor metálico no ar ao chegar próximo da plataforma. A Rhian pousa uma vela na plataforma, mas nada acontece, até a retirar. Quando lhe pega, a cera pinga, como se estivesse a derreter sob um calor intenso, mas sem a fonte visível. Assustada, deixa cair a vela até que derrete toda, deixando o pavio intacto e uma mancha de cera no chão. No lado oposto ao varandim por onde subimos, existe um outro varandim mais amplo e maior.



Apagamos as luzes e aproximamo-nos do outro varandim. Vêem-se quatro pontos de luz, separados e equidistantes uns dos outros, cerca de vinte metros. São brazeiros semelhantes às bacias do compartimento anterior. Permitem perceber que o chão e as paredes têm fuligem e existem correntes enferrujadas e escuras, penduradas junto às paredes.


O salão terá cerca de cinco a seis metros de altura, retangular com cerca de vinte metros de cada lado.



Acabamos por seguir pelo corredor das escadas, que descem durante cerca de seis metros, até um corredor com trinta pés. No final vira à direita, estendendo-se por mais quarenta pés, terminando numa porta. Ao abrir a porta verificamos que chegamos à sala do poço, por onde subimos. Daí voltamos até a porta que deixamos aberta, na sala dos braseiros e onde subimos para o varandim.


Entramos na caverna que não é muito larga e bastante irregular, mas não se vê o teto, fazendo-a parecer um poço. Ao caminhar, a Ithil e o Van Revils têm a mesma sensação de eco estranho, mas mais forte. A Ithil por vezes parece que ouve vozes na escuridão, provenientes do alto.


Ao fundo do lado direito parece haver um corredor lateral. O chão é irregular e tem muito material solto, pedras, partes com cinza acumulada que, quando é pisada, é um buraco. A probabilidade de cair nesta área é grande. A Ithil partilha com os companheiros o que ouve, depois de lhes pedir para fazerem silêncio por uns momentos.


O Aelbrin fala em voz alta:

  • Teste.

Todos ouvem a voz do Aelbrin de forma natural, contudo, ele ouve de forma meio distorcida, misturada com risadas e tom zombeteiro. Apesar de se calar, continua a escutar essa voz, ficando em estado paranoico.


O Van Revils fala em língua anã, a palavra “fogo”, assemelhando-se a pedras a crepitar. Todos ouvem. O som propaga-se ao longo da caverna, para o alto. Depois todos escutam os murmúrios e sussurros já mencionados pela Ithil mas sem proferir qualquer palavra.


Seguimos para o corredor e já junto dele, vemos umas escadas talhadas na rocha de modo tosco, a descer, desembocando em novo corredor bastante curvo, que parece um U. Continuamos a ouvir ecos não naturais.


No final do corredor há uma porta. Junto à porta os ecos diminuem e tornam-se quase inaudíveis. Não se ouve barulho para lá da porta. O Valdric abre a porta.


Vê-se uma câmara abaulada, construída e esculpida. Tem formato retangular de trinta por quarenta pés, mas mais à frente abre para uma outra sala. Nas paredes da entrada, veem-se relevos em bronze de máscaras humanoides com a boca aberta e de onde emana fogo. Também são visíveis figuras ajoelhadas que veneram algo. Todos os relevos demonstram sinais brutais de desgaste pelo tempo e deformações de calor. Ao fundo nota-se um brilho semelhante às bacias, mas não tão intenso, mais suave.

Quem está à frente sente o ar mais pesado, tendo dificuldades em respirar e sente uma certa opressão. Avançando para a outra sala, todos sentem a opressão.


A sala terá cerca de trinta por trinta pés, totalmente fechada. Três filas de bancos de carvalho, aspeto antigo, estão enviesadas, mas parecem mais para ajoelhar do que sentar. Ao fundo vê-se uma plataforma semelhante a uma já vista, mas mais pequena, também em obsidiana, possuindo as marcas no chão, como se chama, emana-se até as paredes atrás. O piso em torno da plataforma tem rachas que parecem acompanhar as marcas do fogo. Dessas rachas emana a luminosidade vista à entrada, como se fosse um forno debaixo dos nossos pés, mas não se sente calor.


A plataforma tem uma inscrição que diz: “Flame is breath, kneel and be hollowed”, “A Chama é um sopro, ajoelha-te e sê esvaziado”. A opressão aumenta gradualmente, como se a permanência no espaço tivesse influência. O Van Revils e o Valdric, ao avançar, sentem debaixo dos seus pés, sob a pedra, uma espécie de batimento, como se fosse um ritmo cardíaco de uma fornalha a morrer.



O clérigo ajoelha-se num dos bancos. Todos sentimos a opressão que parece estar a chegar a um limite no qual pode acontecer alguma coisa. O Hob, a Ithil e a Rhian saem da sala. O Van Revils e o Valdric aproximam-se da plataforma. O silêncio é quebrado pelo som do martelo e da lanterna a cair no chão, largados pelo Van Revils, enquanto este está catatónico a fitar a parede. O Valdric ajuda o anão a sair enquanto o Aelbrin recupera os itens e os segue para o exterior da sala. Todos os que se encontram no corredor sentem um alívio.


O Valdric fala para o Van Revils:

  • Camarada… Então, parceiro?

  • Safei-te de boa. - responde o Van Revils, prosseguindo:

  • Vocês não queriam sair. Tive que simular isto para vocês saírem.

O Valdric agradece. Dissimuladamente, o Van Revils limpa uma gotinha de suor que lhe escorre pela fronte. 😂

Lembra-se de ter sentido a opressão a vencer, sendo invadido por uma sensação de desespero e congelou.


Voltamos à câmara do primeiro varandim e vasculhamos as urnas que estão nas prateleiras. O Aelbrin encontra um pó metálico comprimido, talvez ouro. Lembra-se de que é algo que é usado em rituais religiosos. A Rhian encontra um amuleto em ônix preto, sem fio, com a forma de uma chama em espiral, frio ao toque. A Ithil encontra um invólucro de pergaminho. No interior está um pergaminho que o clérigo reconhece como um feitiço de “Cause Fear”, trata-se de um feitiço da sua classe, “Remove Fear” invertido.


Voltamos até à sala dos varandins, vislumbrando a área do maior. A vinte pés abaixo vê-se o chão. Parece haver pegadas. A meio da sala há uma gravura em baixo-relevo, mas é colossal, quase do tamanho da sala. Parecem ser visíveis pernas no relevo. Há uma estrutura no limite da nossa luz, aparentemente no centro da sala, semelhante a um púlpito voltado para o varandim.


O Valdric desce pela corda, para a escuridão. De seguida descem uma lanterna. Há rastos de cinza onde o Valdric está, mas não se pode dizer que são pegadas. Avança trinta pés em direção ao centro da sala, junto ao púlpito. Com essa luminosidade, quem está no varandim consegue visualizar a totalidade do relevo, que tem cerca de quarenta por quarenta pés. É algo gigante, ocupando a maior parte da sala. Vemos uma figura quase em forma de esqueleto, envolta em chamas, cujo corpo é formado por correntes e fogo entrelaçados. A boca está bem aberta, esculpida como se fosse um buraco negro sem fundo, bem escurecida. Quando a luz incide no púlpito, percebe-se que é de basalto e está na zona que seria o coração da figura representada no relevo.


Varandim


O Aelbrin, associando tudo isso, lembra-se de imagens e gravuras que representam uma divindade esquecida, à qual não existe qualquer culto, mas existem relatos e informações espalhadas. Sabe que o nome dessa divindade é Azkharon e que está associado ao fogo e desespero, os seus domínios. Esta informação é recolhida de textos obscuros, obtidos em diversos locais, como na biblioteca dum mosteiro remoto em Valurya, inscrições em criptas que lhe fazem referência. Existem relatos a um tomo, grimório religioso com rituais associados ao fogo e desespero, considerado sagrado para os seguidores desta divindade, mas são artefatos perdidos no tempo.

Sem contexto adicional, há também a noção de ser o “First Scion of the Ashen Throne”. O clérigo sabe que se trata de uma divindade à qual há muitos rituais associados. Rituais puramente e religiosamente simbólicos, assim como rituais com magia associada.


Enquanto o Aelbrin relata esta informação ao grupo, na luz, começam a surgir figuras provenientes dos cantos mais escuros. Do varandim reconhecem as figuras, que se encontram nuas e cobertas com sangue, na zona do coração está um buraco, são cinco ao todo, dois homens, uma mulher e dois elfos, andando vagarosamente na direção do Valdric.  Parece o grupo da Miriam.

O anão corre em direção à corda e começa a subir, deixando a lanterna para trás. A Ithil dispara com o arco acertando uma seta numa das figuras, mas sem efeito aparente. A slingada do Van Revils falha. O Hob escorrega, precisando de tempo para se recompor. A Rhian levanta a mão da qual saem vários projéteis mágicos, acertando num dos elfos, iluminando a zona. As figuras aproximam-se da zona da corda, debaixo do varandim, deixando de ficar visíveis.


O grupo ajuda o Valdric a subir, puxando pela corda. Olhando para baixo, vê-se a luz a mexer e ouvem-se murmúrios. A luz começa a diminuir, até apagar por completo, mas os murmúrios ainda são audíveis. O Valdric descreve o pouco que viu. Não encontrou portas ou passagens. Parecia haver gravuras nas paredes e havia correntes penduradas nas paredes. Junto ao púlpito havia sinais de batalha. Acende-se uma vela e atira-se o mais longe possível, que cai perto do púlpito. Não só não apagou, como ficou de pé. 💪

Esperamos algum tempo e nada se aproxima da vela. Atira-se um frasco de óleo com fogo para a zona debaixo do varandim. Arde durante algum tempo, iluminando o local, mas não se vê qualquer figura.


Descemos o Hob com uma corda. Ele vê restos de óleo a arder e a lanterna toda chamuscada. Recupera a lanterna. Desloca-se um pouco, até onde a corda permite. Consegue ver paredes, sem portas ou passagens. Apercebe-se que numa parede, por trás das correntes penduradas, parece haver um mural muito grande. O próprio mural dá efeitos tridimensionais, devido às correntes penduradas, juntamente com as gravuras de correntes a descer em chamas. O mural está desgastado, com falhas e partes cinzentas. Do outro lado existem coisas semelhantes.


Içamos o halfling. Curiosamente não houve mais sinais das figuras. O que as terá atraído?


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Sessão #45 (LotFP)

 

Sessão #45   27/09/2025


3 março 924


Na ausência dos babuínos, decidimos explorar as cavernas.


À entrada da primeira caverna acende-se uma lanterna. Fica a menos de um metro de altura. É baixa, o que implica que os humanos teriam que gatinhar para progredir.


A segunda caverna fica a pouco mais de um metro de altura. Está cheia de gravilha. Iluminando o local constata-se que se encontra bloqueada a passagem, possivelmente devido a uma derrocada.


A terceira caverna fica a metro e meio de altura. É estreita, o que obrigaria a uma progressão em fila com os braços encolhidos. É alta, parecendo mais uma fenda, e é a passagem que será mais usada.


A quarta caverna é a que se encontra a maior altura, cerca de seis metros e sem pontos de apoio. Escalar seria complicado.




A quinta caverna fica ao nível do solo e é larga. Entramos. Depois de seis metros, verifica-se que está obstruído por pedras e terra. Voltamos para o exterior para explorar o terceiro túnel.


Avançando em fila no túnel estreito, ao longo de quinze metros, chegamos a um espaço aberto. Vemos duas aberturas à esquerda e três aberturas à direita. Confirmamos que as aberturas desembocam nos túneis exteriores. Em frente há uma rampa a subir cerca de doze metros. Existem pegadas de babuínos ao longo da rampa.



Seguimos pela rampa. No topo o piso é de rocha e o teto fica a três metros de altura. O caminho afunila, terminando num túnel. Apesar das paredes e o chão parecerem naturais, os anões concluem que estas foram alisadas. Continuamos a encontrar pegadas dos babuínos. Na boca do túnel, estaremos a cerca de seis metros do nível do solo exterior.


Avançamos pelo túnel, cerca de nove a dez metros, desembocando numa caverna onde sobressaem à vista estalagmites. O teto é rochoso e fica a cerca de quatro metros de altura. Apresenta-se preto, como se um grande fogo o tivesse manchado. Nas paredes existem fissuras a várias alturas, assim como saliências, algumas perto do topo, onde alguém se podia posicionar.



O ar está bastante húmido. Ouve-se o eco dos nossos passos. Mais para o centro da caverna, espalhados pelo chão, encontramos restos de ossos, ferramentas e alfaias agrícolas de bronze, em fragmentos e muito mau estado. Há também uma grande quantidade de dejetos de babuíno. Além de mais quatro túneis, há uma porta de bronze coberta com verdete e marcas de garras e pancadas. Dois dos túneis não parecem ser usados.


Prosseguimos pelas vias que aparentam ser mais usadas, começando pelo primeiro túnel à nossa direita. Parece a área de descanso dos babuínos, onde encontramos os seus ninhos, espalhados por várias ramificações sem saída. Investigamos melhor a área e encontramos sessenta moedas de prata corroídas e húmidas, uma pequena gema vermelha e algo que parece um amuleto de bronze, um disco com duas saliências. O amuleto está ligeiramente morno, diferente do local onde se encontrava e contrastando com as moedas. Voltamos à caverna.


Seguimos para o túnel contíguo, que desce ligeiramente, mesmo parecendo não ter uso. Sete metros à frente, desemboca numa caverna oval com uma espécie de pequeno lago no centro e com quatro metros e meio de diâmetro, de água escura. Apesar da turbidez da água, os nossos reflexos são muito detalhados. Nota-se claramente que se alguém cair no lago, vai ter muita dificuldade para conseguir sair sem ajuda. Nos rebordos do lago existem algas fluorescentes. Há um constante som de água a pingar. Voltamos à galeria principal para explorar o próximo túnel.


O túnel serpenteia na sua extensão. O teto não parece estável, tendo mesmo colapsado um pouco mais à frente. Saímos para explorar o túnel remanescente.


Depois de dois a três metros de túnel, chegamos a uma outra caverna com formato irregular e cheia de estalactites que pingam água, formando poças que cobrem o chão. A pedra é extremamente lisa devido à água. Alguns estalagmites têm fios de água a escorrer, fazendo uma poça maior, mas sem correr pelo túnel (deverá haver alguma saída). O líquido é cristalino, muito diferente da água do pequeno lago. Estranhamente não há sinais dos babuínos aqui. O eco é mais forte nesta caverna do que em qualquer outra. Sendo mais minuciosos na busca, detectamos uma arcada com uma porta, muito camuflada. A porta é de pedra, mas nota-se que a meio está forçada, como que rachada. Foi aplicada força do outro lado, empurrando na nossa direção. Não tem maçaneta nem dobradiças. Está fria e húmida. Algo estará a pressionar a porta.



Depois de explorar todos os túneis, regressamos à caverna principal para analisar a porta de bronze. Os anões denotam que a porta já não é aberta há séculos.



A Ithil vê algo e alerta-nos. Todos olham mas não discernem o que a elfo vê. Aproximam-se para ver melhor e é notável um padrão que parece uma chama, muito bem dissimulado pelos veios da parede. O Aelbrin associa o símbolo a algo religioso, sem conseguir identificar a que divindade pertencerá. Os anões identificam que é uma zona que pode ser pressionada. O Van Revils pressiona o padrão. Ouve-se metal a raspar pedra. No acesso um som de CLAK metálico prende-nos a atenção, enquanto a porta dá um ligeiro salto e bastante pó sai da abertura, como se estivesse selada há séculos. O Aelbrin abre mais a porta ao som de metal a raspar em pedra.


Pela abertura vê-se uma câmara tipo caverna, relativamente circular, no centro há uma plataforma de pedra circular, com cerca de dois metros e meio de diâmetro. A câmara tem cerca de quatro metros de diâmetro, sendo quase totalmente ocupada pela plataforma. O clérigo acende uma vela e atira-a para o interior, com o objetivo de perceber se há oxigênio ou gases inflamáveis. Tudo parece estar bem. O Valdric espreita para o interior iluminando com a lanterna. Vê na plataforma algo em baixo-relevo, bastante desgastado. Por cima há um poço ascendente com cerca de dois metros e meio de diâmetro. Avista na porta uma barra de bronze, algo semelhante a uma tranca.


Todos entram para a câmara. Fazem-se trabalhos de limpeza da plataforma. Apesar do muito desgaste das gravuras, percebe-se que são chamas que saem do centro para o exterior. O padrão de chamas só é visível no topo, a lateral está completamente lisa.  Trata-se claramente de uma qualquer simbologia religiosa associada a uma divindade do fogo. A Ithil olha para cima, ao longo do poço ascendente e diz que se estende para além do que a sua visão alcança, com a luz que tem. O poço é construído com blocos de pedra. Homens talvez consigam subir, esticando braços e pernas mas anões e halflings, certamente não.


O Hob ao dar uma volta à sala, vê melhor o sistema da tranca da porta, em bronze maciço, que entrará numas aberturas na parede. Arrombar a porta deverá ser uma tarefa hercúlea, mas o que mais lhe chama a atenção é o lintel, onde se encontra uma frase escrita que não percebe. Em alto valoriano está registado: “Fugimos da cinza mas nunca do fogo”. O Aelbrin associa esta frase a algumas divindades mas precisa consultar uma biblioteca para precisar a qual. Relembra o amuleto encontrado, talvez possa ser o holy symbol dessa divindade e que é semelhante símbolo do portão existente na escadaria.



A Rhian usa magia para subir com a lanterna, levitando. Durante a ascensão sente uma aragem vinda de baixo, assim como o odor de terra queimada, algo que não se sentia estando no solo. Ouve o eco das vozes de baixo pois o som é projetado para cima. Chegando ao final do poço, vê uma sala quadrada de nove metros de lado. O centro é dominado pelo fosso e cujo rebordo tem fuligem incrustada. Três portas metálicas com maçaneta mas sem fechadura estão distribuídas por paredes distintas. São visíveis pegadas deixadas por cinzas, que circulam entre as três portas em ambas as direções e se aproximam do fosso, sem pisar o rebordo, pois encontra-se imaculado. Pelo menos seis pessoas diferentes deixaram estas marcas que parecem recentes. O teto também está coberto por fuligem. Existem várias sconces (arandelas) nas paredes.



Regressando para junto dos companheiros, a Rhian relata o que viu.


O grupo alinha um plano.


Trancamos a porta com iron spikes e preparamo-nos para descansar, fazendo vigias.


Durante o sono, ouvem-se barulhos abafados junto da porta. Parecem mexer contra a porta mas sem qualquer efeito na mesma.


O descanso não é profundo nem restabelecedor. Acordamos várias vezes com pesadelo de incêndios e pessoas a gritar enquanto são queimadas vivas, apesar de não as vermos.


4 março 924


O Van Revils sobe com a lanterna, graças ao feitiço da Rhian. Usando uma corda, ajuda os restantes a subir.



Espreitamos a porta que tem uma parede em frente. Abre para o nosso lado, permitindo ver um corredor de três metros seguido de uma escada a subir por mais três metros. Pegadas de cinzas são visíveis no corredor, em ambas as direções. Nas paredes e no teto existem marcas pretas como se fossem de fuligem. No chão existem fragmentos de bronze derretido, encostados às paredes.


De seguida verificamos outra porta. De costas para a parede, que se encontra à nossa direita. A porta abre de forma semelhante à anterior. Ve-se um corredor com cerca de seis metros, depois virando para a direita, parecendo o início de uma escadaria que desce. Tal como no corredor anterior, existem pegadas em ambos os sentidos. Ao longo das paredes estão alinhadas a diferentes alturas, máscaras de bronze, com faces grotescas, humanóides com expressões de fúria, agonia, desespero e êxtase. O ar está parado e sente-se um cheiro metálico, característico do bronze frio. O corredor parece sufocante devido ao teto mais baixo. Nas paredes da escadaria também há máscaras fixadas.


Voltamos à sala quadrada para investigar a porta remanescente. Abrindo a porta vemos um corredor que se estende para lá de onde a nossa luz alcança, cerca de nove metros. As paredes são lisas, sem adornos e sem marcas de fuligem. Uma vez mais, pegadas são visíveis em ambos os sentidos. São em grande número e recentes, cerca de dez pessoas e  não há mais de quatro meses. O Aelbrin associa as datas ao acontecimento da falta de luz no outpost. As marcas são claramente humanas. Prosseguindo mais três metros no corredor, percebe-se que este vira para a esquerda. Avançamos até a curva e vemos mais corredor que se estende por seis metros, terminando numa escada a subir por mais três metros.


Todos os corredores das diferentes portas possuem arandelas nas paredes, espaçadas a intervalos regulares.


Ficando com uma ideia de como é a disposição do local, o grupo começa a conjecturar acerca do que apuraram.


Por fim, decide-se explorar o complexo, começando de baixo para cima, dirigindo-se para o corredor das máscaras.


Seguimos o corredor com cerca de seis metros, depois viramos para a direita, descendo os três metros da escadaria. As máscaras parecem de bronze derretido, como que fundidas com a parede. No fim das escadas surge um corredor que segue em frente, cerca de quinze metros e também tem máscaras nas paredes. A meio deste corredor, surge uma nova escadaria a descer por mais três metros, seguido de mais um corredor com três metros, ao fim dos quais curva à direita. Virando, vê-se mais três metros de corredor que termina numa porta metálica, semelhante às anteriores. Continuamos a ver pegadas em ambos os sentidos. Abrimos a porta e percebemos que se trata de um espaço grande. Vemos à nossa frente dois pilares de pedra mas o espaço estende-se para além dos pilares. No limite da luz vemos uma parede. Na base dos pilares existe uma espécie de pias de pedra e há gravuras ao longo dos mesmos. Notamos que as paredes estão escurecidas, como se o fogo as tivesse lambido.



Sessão #55 (LotFP)

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