segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Sessão #45 (LotFP)

 

Sessão #45   27/09/2025


3 março 924


Na ausência dos babuínos, decidimos explorar as cavernas.


À entrada da primeira caverna acende-se uma lanterna. Fica a menos de um metro de altura. É baixa, o que implica que os humanos teriam que gatinhar para progredir.


A segunda caverna fica a pouco mais de um metro de altura. Está cheia de gravilha. Iluminando o local constata-se que se encontra bloqueada a passagem, possivelmente devido a uma derrocada.


A terceira caverna fica a metro e meio de altura. É estreita, o que obrigaria a uma progressão em fila com os braços encolhidos. É alta, parecendo mais uma fenda, e é a passagem que será mais usada.


A quarta caverna é a que se encontra a maior altura, cerca de seis metros e sem pontos de apoio. Escalar seria complicado.




A quinta caverna fica ao nível do solo e é larga. Entramos. Depois de seis metros, verifica-se que está obstruído por pedras e terra. Voltamos para o exterior para explorar o terceiro túnel.


Avançando em fila no túnel estreito, ao longo de quinze metros, chegamos a um espaço aberto. Vemos duas aberturas à esquerda e três aberturas à direita. Confirmamos que as aberturas desembocam nos túneis exteriores. Em frente há uma rampa a subir cerca de doze metros. Existem pegadas de babuínos ao longo da rampa.



Seguimos pela rampa. No topo o piso é de rocha e o teto fica a três metros de altura. O caminho afunila, terminando num túnel. Apesar das paredes e o chão parecerem naturais, os anões concluem que estas foram alisadas. Continuamos a encontrar pegadas dos babuínos. Na boca do túnel, estaremos a cerca de seis metros do nível do solo exterior.


Avançamos pelo túnel, cerca de nove a dez metros, desembocando numa caverna onde sobressaem à vista estalagmites. O teto é rochoso e fica a cerca de quatro metros de altura. Apresenta-se preto, como se um grande fogo o tivesse manchado. Nas paredes existem fissuras a várias alturas, assim como saliências, algumas perto do topo, onde alguém se podia posicionar.



O ar está bastante húmido. Ouve-se o eco dos nossos passos. Mais para o centro da caverna, espalhados pelo chão, encontramos restos de ossos, ferramentas e alfaias agrícolas de bronze, em fragmentos e muito mau estado. Há também uma grande quantidade de dejetos de babuíno. Além de mais quatro túneis, há uma porta de bronze coberta com verdete e marcas de garras e pancadas. Dois dos túneis não parecem ser usados.


Prosseguimos pelas vias que aparentam ser mais usadas, começando pelo primeiro túnel à nossa direita. Parece a área de descanso dos babuínos, onde encontramos os seus ninhos, espalhados por várias ramificações sem saída. Investigamos melhor a área e encontramos sessenta moedas de prata corroídas e húmidas, uma pequena gema vermelha e algo que parece um amuleto de bronze, um disco com duas saliências. O amuleto está ligeiramente morno, diferente do local onde se encontrava e contrastando com as moedas. Voltamos à caverna.


Seguimos para o túnel contíguo, que desce ligeiramente, mesmo parecendo não ter uso. Sete metros à frente, desemboca numa caverna oval com uma espécie de pequeno lago no centro e com quatro metros e meio de diâmetro, de água escura. Apesar da turbidez da água, os nossos reflexos são muito detalhados. Nota-se claramente que se alguém cair no lago, vai ter muita dificuldade para conseguir sair sem ajuda. Nos rebordos do lago existem algas fluorescentes. Há um constante som de água a pingar. Voltamos à galeria principal para explorar o próximo túnel.


O túnel serpenteia na sua extensão. O teto não parece estável, tendo mesmo colapsado um pouco mais à frente. Saímos para explorar o túnel remanescente.


Depois de dois a três metros de túnel, chegamos a uma outra caverna com formato irregular e cheia de estalactites que pingam água, formando poças que cobrem o chão. A pedra é extremamente lisa devido à água. Alguns estalagmites têm fios de água a escorrer, fazendo uma poça maior, mas sem correr pelo túnel (deverá haver alguma saída). O líquido é cristalino, muito diferente da água do pequeno lago. Estranhamente não há sinais dos babuínos aqui. O eco é mais forte nesta caverna do que em qualquer outra. Sendo mais minuciosos na busca, detectamos uma arcada com uma porta, muito camuflada. A porta é de pedra, mas nota-se que a meio está forçada, como que rachada. Foi aplicada força do outro lado, empurrando na nossa direção. Não tem maçaneta nem dobradiças. Está fria e húmida. Algo estará a pressionar a porta.



Depois de explorar todos os túneis, regressamos à caverna principal para analisar a porta de bronze. Os anões denotam que a porta já não é aberta há séculos.



A Ithil vê algo e alerta-nos. Todos olham mas não discernem o que a elfo vê. Aproximam-se para ver melhor e é notável um padrão que parece uma chama, muito bem dissimulado pelos veios da parede. O Aelbrin associa o símbolo a algo religioso, sem conseguir identificar a que divindade pertencerá. Os anões identificam que é uma zona que pode ser pressionada. O Van Revils pressiona o padrão. Ouve-se metal a raspar pedra. No acesso um som de CLAK metálico prende-nos a atenção, enquanto a porta dá um ligeiro salto e bastante pó sai da abertura, como se estivesse selada há séculos. O Aelbrin abre mais a porta ao som de metal a raspar em pedra.


Pela abertura vê-se uma câmara tipo caverna, relativamente circular, no centro há uma plataforma de pedra circular, com cerca de dois metros e meio de diâmetro. A câmara tem cerca de quatro metros de diâmetro, sendo quase totalmente ocupada pela plataforma. O clérigo acende uma vela e atira-a para o interior, com o objetivo de perceber se há oxigênio ou gases inflamáveis. Tudo parece estar bem. O Valdric espreita para o interior iluminando com a lanterna. Vê na plataforma algo em baixo-relevo, bastante desgastado. Por cima há um poço ascendente com cerca de dois metros e meio de diâmetro. Avista na porta uma barra de bronze, algo semelhante a uma tranca.


Todos entram para a câmara. Fazem-se trabalhos de limpeza da plataforma. Apesar do muito desgaste das gravuras, percebe-se que são chamas que saem do centro para o exterior. O padrão de chamas só é visível no topo, a lateral está completamente lisa.  Trata-se claramente de uma qualquer simbologia religiosa associada a uma divindade do fogo. A Ithil olha para cima, ao longo do poço ascendente e diz que se estende para além do que a sua visão alcança, com a luz que tem. O poço é construído com blocos de pedra. Homens talvez consigam subir, esticando braços e pernas mas anões e halflings, certamente não.


O Hob ao dar uma volta à sala, vê melhor o sistema da tranca da porta, em bronze maciço, que entrará numas aberturas na parede. Arrombar a porta deverá ser uma tarefa hercúlea, mas o que mais lhe chama a atenção é o lintel, onde se encontra uma frase escrita que não percebe. Em alto valoriano está registado: “Fugimos da cinza mas nunca do fogo”. O Aelbrin associa esta frase a algumas divindades mas precisa consultar uma biblioteca para precisar a qual. Relembra o amuleto encontrado, talvez possa ser o holy symbol dessa divindade e que é semelhante símbolo do portão existente na escadaria.



A Rhian usa magia para subir com a lanterna, levitando. Durante a ascensão sente uma aragem vinda de baixo, assim como o odor de terra queimada, algo que não se sentia estando no solo. Ouve o eco das vozes de baixo pois o som é projetado para cima. Chegando ao final do poço, vê uma sala quadrada de nove metros de lado. O centro é dominado pelo fosso e cujo rebordo tem fuligem incrustada. Três portas metálicas com maçaneta mas sem fechadura estão distribuídas por paredes distintas. São visíveis pegadas deixadas por cinzas, que circulam entre as três portas em ambas as direções e se aproximam do fosso, sem pisar o rebordo, pois encontra-se imaculado. Pelo menos seis pessoas diferentes deixaram estas marcas que parecem recentes. O teto também está coberto por fuligem. Existem várias sconces (arandelas) nas paredes.



Regressando para junto dos companheiros, a Rhian relata o que viu.


O grupo alinha um plano.


Trancamos a porta com iron spikes e preparamo-nos para descansar, fazendo vigias.


Durante o sono, ouvem-se barulhos abafados junto da porta. Parecem mexer contra a porta mas sem qualquer efeito na mesma.


O descanso não é profundo nem restabelecedor. Acordamos várias vezes com pesadelo de incêndios e pessoas a gritar enquanto são queimadas vivas, apesar de não as vermos.


4 março 924


O Van Revils sobe com a lanterna, graças ao feitiço da Rhian. Usando uma corda, ajuda os restantes a subir.



Espreitamos a porta que tem uma parede em frente. Abre para o nosso lado, permitindo ver um corredor de três metros seguido de uma escada a subir por mais três metros. Pegadas de cinzas são visíveis no corredor, em ambas as direções. Nas paredes e no teto existem marcas pretas como se fossem de fuligem. No chão existem fragmentos de bronze derretido, encostados às paredes.


De seguida verificamos outra porta. De costas para a parede, que se encontra à nossa direita. A porta abre de forma semelhante à anterior. Ve-se um corredor com cerca de seis metros, depois virando para a direita, parecendo o início de uma escadaria que desce. Tal como no corredor anterior, existem pegadas em ambos os sentidos. Ao longo das paredes estão alinhadas a diferentes alturas, máscaras de bronze, com faces grotescas, humanóides com expressões de fúria, agonia, desespero e êxtase. O ar está parado e sente-se um cheiro metálico, característico do bronze frio. O corredor parece sufocante devido ao teto mais baixo. Nas paredes da escadaria também há máscaras fixadas.


Voltamos à sala quadrada para investigar a porta remanescente. Abrindo a porta vemos um corredor que se estende para lá de onde a nossa luz alcança, cerca de nove metros. As paredes são lisas, sem adornos e sem marcas de fuligem. Uma vez mais, pegadas são visíveis em ambos os sentidos. São em grande número e recentes, cerca de dez pessoas e  não há mais de quatro meses. O Aelbrin associa as datas ao acontecimento da falta de luz no outpost. As marcas são claramente humanas. Prosseguindo mais três metros no corredor, percebe-se que este vira para a esquerda. Avançamos até a curva e vemos mais corredor que se estende por seis metros, terminando numa escada a subir por mais três metros.


Todos os corredores das diferentes portas possuem arandelas nas paredes, espaçadas a intervalos regulares.


Ficando com uma ideia de como é a disposição do local, o grupo começa a conjecturar acerca do que apuraram.


Por fim, decide-se explorar o complexo, começando de baixo para cima, dirigindo-se para o corredor das máscaras.


Seguimos o corredor com cerca de seis metros, depois viramos para a direita, descendo os três metros da escadaria. As máscaras parecem de bronze derretido, como que fundidas com a parede. No fim das escadas surge um corredor que segue em frente, cerca de quinze metros e também tem máscaras nas paredes. A meio deste corredor, surge uma nova escadaria a descer por mais três metros, seguido de mais um corredor com três metros, ao fim dos quais curva à direita. Virando, vê-se mais três metros de corredor que termina numa porta metálica, semelhante às anteriores. Continuamos a ver pegadas em ambos os sentidos. Abrimos a porta e percebemos que se trata de um espaço grande. Vemos à nossa frente dois pilares de pedra mas o espaço estende-se para além dos pilares. No limite da luz vemos uma parede. Na base dos pilares existe uma espécie de pias de pedra e há gravuras ao longo dos mesmos. Notamos que as paredes estão escurecidas, como se o fogo as tivesse lambido.



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