terça-feira, 23 de setembro de 2025

Sessão #44 (LotFP)

 

Sessão #44   13/09/2025


2 março 924


A noite aproxima-se e procuramos por abrigo, mas sem sucesso. Encontra-se alguma lenha para fazer uma fogueira, mas por precaução, decidimos não acender.


Fazemos vigias durante a noite. Na primeira vigia, o Aelbrin e a Rhian ouvem um ruído familiar e vêm no lusco-fusco do horizonte, um grifo a picar em direção ao solo, seguido de ruídos de galope. Por fim, surge novamente, a carregar algo grande, voando para o norte. A restante noite passa sem imprevistos.


3 março 924


Vamos investigar o local onde foi avistado o ataque do grifo. Vêm-se várias manchas de sangue no solo e nas ervas. Rastos fazem parecer que os cavalos fugiram para este.


Exploramos melhor a área de planícies, encapsulada entre o desfiladeiro e os pântanos, sabendo que há um grupo de babuínos das rochas, nas grutas da falésia. Existem vários ribeiros com origem do rio principal, que se estendem para zonas mais baixas, irrigando esses locais. Aves e outros animais deambulam pelas colinas, livremente.


Encontramos uma zona com frutos selvagens a crescer em arbustos e não em árvores, estranhamente maduros, para a época do ano. Identificamos maçãs, frutos silvestres e melões. Crescem abundantemente. A Rhian não deteta qualquer tipo de magia. O Valdric e o halfling provam os frutos. O Hob diz que a terra é fofinha e bastante fértil. Os arbustos não têm raízes, estão pousados no solo. Recolhem-se alguns frutos para comer posteriormente.


Continuamos a exploração e encontramos um local interessante. Nesta zona de colinas ondulantes com menos vegetação, o terreno torna-se mais rochoso, como se alguém tivesse escavado e exposto a camada rochosa. O que sobressai numa dessas paredes de pedra é uma entrada suportada por vigas de madeira. Perto da entrada estão objetos deteriorados, caídos e espalhados pela área. O Van Revils diz tratar-se de uma mina abandonada, há décadas, senão há centenas de anos. A entrada está virada para este.


Decidimos entrar na mina. Chegamos a uma grande galeria onde existem vários túneis, suportados por madeira, alguns visivelmente instáveis e zonas com piso escorregadio. São visíveis veios de minerais, passíveis de serem extraídos. Podem existir poços não visíveis.


Ao aproximarmo-nos dos túneis, parece que ouvimos murmúrios, como que ecoando das profundezas. Em algumas zonas, quando passamos, por breves instantes, parece que vemos coisas a brilhar na escuridão, mas desvanecem.


No chão existem carris e vêem-se dois carrinhos. Num dos carros está uma sacola de couro, em mau estado. Está rígida e seca. No interior há um livro de registos. A mina chama-se Sunshard. Foram extraídos vários minérios valiosos, contudo, a mina foi abandonada devido aos riscos de colapso, causados por um tremor de terra. Os últimos registos datam de há 292 anos.


O Van Revils revê todos os registos. Estes fazem entender que existe uma cidade para sul, no pântano. Também referem que uns dias antes do tremor de terra, nos túneis mais profundos, ouviam-se ecos de sons que não conseguiam identificar. Mineiros relatavam que ao caminharem em túneis, à distância viam pontos de luz que desapareciam e que não se tratavam de veios ou minérios. Nas câmaras mais profundas, especialmente nas acessíveis pelo poço nove e sua rede de túneis, encontraram um veio que brilhava autonomamente quando era de noite no exterior. Quem efetuou o registo relata que parece magia, claramente a opinião de um leigo. O Valdric lembra que há um tipo de ferro que é extraído em grandes profundidades, possui propriedades especiais e tem que ser trabalhado a temperaturas mais baixas que o ferro normal. É difícil de trabalhar, mas quando usado para fabricar armas, estas parecem afetar mortos-vivos e demônios. É chamado de Cold Iron. O Van Revils sabe que existem minérios raros e que possuem propriedades mágicas, não sendo o caso do cold-iron. Os anões chamam-lhe Adamantine e os elfos Mithril, usados para fazer armaduras semelhantes à roupa, são leves, silenciosas e podem ser ocultas debaixo de roupa normal.


Túnel oito

Averiguamos o túnel oito. É apertado, temos que seguir em fila. Parece perigoso e voltamos atrás para explorar o túnel sete.


Túnel sete

O túnel é apertado e tem cerca de quarenta metros. A meio começa a descer e desemboca numa caverna escavada, de onde já foi retirado minério. Nessa caverna há um outro túnel, que claramente desce ainda mais e sem qualquer tipo de proteção. Segue para norte. Descendo pela abertura, cerca de cem metros, chegamos a nova caverna grande, com vários túneis em diversas direções. Todos são apertados e devem ter sido feitos para acompanhar veios, que, ao serem extraídos, são abandonados. Concluída a exploração do túnel sete, avançamos para o seis.


Túnel seis

Caminhamos ao longo dos carris, durante sessenta metros, com uma inclinação ligeira. Chegamos a uma câmara onde encontramos um poço de três por três metros, no final dos carris. A distância entre o poço e as paredes é de dois metros em torno do poço profundo. Há uma estrutura metálica em mau estado, ferrugenta, por cima do buraco. É um elevador. O Van Revils estima que o poço terá cerca de noventa a cem metros de profundidade. Recuamos para o túnel nove. 


Túnel nove

Este é instável e recuamos.


Túnel seis

Voltamos para explorar o poço do túnel seis. Faltando-nos os recursos necessários para a descida, saímos para o exterior, para prosseguir a exploração.


Não encontramos mais pontos de interesse.


Passamos a noite numa zona em que seja possível observar as movimentações dos babuínos, sem sermos vistos.



Seis entradas são visíveis. A quarta entrada fica a seis metros do solo. A sexta fica a cerca de três metros. As restantes são acessíveis facilmente.


Com o cair da noite, ouvimos barulhos provenientes dos buracos e vimos babuínos das rochas a sair do primeiro, terceiro, quarto e sexto buracos.


Parecem em número semelhante ao grupo previamente encontrado, cerca de quatorze ou quinze, mas sem juvenis à vista. Parecem mais agressivos, guinchando com grunhidos mais guturais e roucos. Seguindo o alfa, que é maior do que os restantes e segurando paus e mocas. Seguem na direção dos arbustos de fruta.


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Sessão #43 (LotFP)

 

Sessão #43 30/08/2025

4 fevereiro 924


Usando as vestimentas de inverno, previamente adquiridas, vamos até ao dique, que deixamos por explorar.


O dique não tem uma largura regular mas será aproximadamente de 80 centímetros. Um palmo de água passa por cima, algo que não tínhamos visto antes.


Pedaços de gelo flutuante acumulam-se no dique. Parece que a barragem tem menos madeira. Existe uma estrutura submersa, mais profunda do que o dique, a um metro de profundidade. Os anões reconhecem ser suportes de uma ponte.


O dique não é natural, uma criatura terá construído ao longo de todo o rio, com várias dezenas de metros, usando os pilares submersos como base de suporte.


Ao iniciar atravessia do dique, o Valdric vê, submerso no rio, no meio dos troncos, uma criatura semelhante a uma formiga esbranquiçada, do tamanho de um cão grande, a olhar para ele. Segue os movimentos do anão. Quando lhe fala, o ser recolhe mais para o interior da madeira, fazendo notar outros movimentos que indicam a presença de mais seres semelhantes.


Valdric relata o sucedido e o Hob diz parecer tratarem-se de versões gigantes de térmitas de água fresca. Alimentam-se de madeira. Uma praga atacou a sua aldeia, mas conseguiram livrar-se delas usando uma receita de uma pasta malcheirosa, disponibilizada por um eremita local.


Não sendo possível tratar do assunto de momento, regressamos ao Shrine, aguardando por melhor ocasião.


Fazem-se mais quatro poções de cura, recolhe-se comida e madeira, até o final do mês.


1 março 924


Vamos até o outpost e na zona do baixio, depois de atravessar, ouvimos das nossas costas ruído e vemos nessa direção uma manada de cavalos, com alguns centauros pelo meio.


Prosseguindo o caminho, até a zona de montes, vemos um grande rebanho de cabras selvagens.


Passamos pelas escadas da falésia, até chegar ao outpost.


Ainda são visíveis alguns tufos de neve por todo o caminho.


O outpost está diferente, com as suas defesas reforçadas. Possui uma paliçada exterior dupla, espaçada por dois metros. Existe um fosso com água, junto à paliçada exterior e esta é mais elevada que a interior, cerca de um metro. Existem algumas rampas entre as paliçadas, dispersas e em número reduzido. Ao longo da paliçada interior, em intervalos regulares, existem aberturas a diferentes alturas, para permitir o uso de lanças. Foi também escavado um fosso com água em torno do outpost.


Reconhecem-nos e abrem a porta. Notamos o reforço das estruturas.


Um dos milicianos que nos reconhece, mostra-se contente por nos ver e diz esperar encontrar-nos na taberna, depois do seu turno.


Vamos à taberna para meter a conversa em dia.


A população aumentou durante a nossa ausência. Nota-se que têm um ar cansado, ostentando olheiras.


Oferecem-nos bebidas.


O Aelbrin faz um acordo com o brewer, Alfred.


Ficamos a saber que o grupo de segurança do Lord, Cewolf, Bran e Miriam, tem-se envolvido em distúrbios com outro grupo. Dizem que possivelmente existem negócios mal feitos do Bran com outros.


Fala-se que as pessoas estão cansadas e o ambiente está esquisito. Em torno do outpost, durante o dia, a luminosidade parece algo sombria e carregada e isto aparenta ter começado a seguir ao dia da escuridão total, em Outubro.


Aelbrin fica com a impressão que alguém muito poderoso ou um ritual praticado por um culto ou ordem religiosa pode estar a causar isto. Lembra que poderá ser um culto de uma entidade não divina, tal como, nas Dark Ages de Valuria, a história de Accalon o herético, um clérigo de Valeros e que era conselheiro real do rei Athelstan, quatrocentos anos atrás. O Accalon cometeu uma traição abominável, tendo envenenado toda a família real e provocando uma crise de sucessão. Conjurou um demónio mas acabou por ser traído por ele, pois não o controlava. Accalon acabou por desaparecer e nunca foi encontrado. Rumores referem que terá fugido para as Wildlands. Começa uma guerra civil em Valyndor e o duque Wulfstan vence, tornando-se rei. A sua linhagem ainda governa hoje. O demónio foi banido para a sua origem por um grupo de clérigos de Valeros, que sacrificaram a sua vida para concretizar o banimento. Até hoje esta ordem não recuperou a influência que tinha.


O Van Revils volta a contratar o Thaldon.


Pernoitamos no outpost, mas vamos fazer vigias. Nota-se que todos têm um sono inquieto.


2 março 924


Ainda está um pouco frio, os efeitos do inverno ainda não desapareceram totalmente.


Vamos falar com o Lord, mas somos recebidos pelo Ulrich Barrington.


Partilham-se suspeitas do que poderá estar a acontecer acerca do mau ambiente e que pretendemos explorar a zona da Cidadela de Ferro.


Ao sair, a Ithil estaca e olha para a porta por onde o Ulrich saiu. Ao percebermos isso, questionamos-lhe o que se passa. Ela franze o sobrolho e recomeça a andar em passo mais apressado, em direção à saída. No exterior diz-nos que voltou a sentir a mesma sensação desagradável quando estiveram a falar com o Lord e pressentiu qualquer coisa no canto da sala. Descreve a sensação como se algo não natural estivesse ali.


Decidimos explorar as escadas na ravina.


O clérigo faz um molde do símbolo existente na porta da plataforma. Parece uma face com cornos. Parece um local de peregrinação.


Descemos até o final da escadaria.


O terreno é mole e o pântano só começa a seis milhas. A parede do penhasco estende-se de este para oeste até perder de vista.

Junto ao final final da escadaria, a cerca de 15 metros há um grupo de 6 aberturas, a diversas alturas de onde se ouvem grunhidos, familiares para alguns de nós, rock baboons.


Decidimos afastar-nos cerca de 200 metros para sul e circundar as aberturas e caminhamos para oeste em direção ao outpost, seguindo a linha do penhasco e mantendo a distância de 200 metros deste.


Ao logo do trajeto vemos que há múltiplas aberturas ao longo do penhasco, a diversas alturas, mas nenhuma passa acima dos 50 metros de altura.


Cerca de 1 km depois chegamos ao outpost, 100 metros abaixo deste. Onde a cascata de água cai forma-se um pequeno lago de cerca de 100 de diâmetro de onde um ribeiro segue, serpenteando, em direção ao pântano.


Sessão #55 (LotFP)

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