Sessão #44 13/09/2025
2 março 924
A noite aproxima-se e procuramos por abrigo, mas sem sucesso. Encontra-se alguma lenha para fazer uma fogueira, mas por precaução, decidimos não acender.
Fazemos vigias durante a noite. Na primeira vigia, o Aelbrin e a Rhian ouvem um ruído familiar e vêm no lusco-fusco do horizonte, um grifo a picar em direção ao solo, seguido de ruídos de galope. Por fim, surge novamente, a carregar algo grande, voando para o norte. A restante noite passa sem imprevistos.
3 março 924
Vamos investigar o local onde foi avistado o ataque do grifo. Vêm-se várias manchas de sangue no solo e nas ervas. Rastos fazem parecer que os cavalos fugiram para este.
Exploramos melhor a área de planícies, encapsulada entre o desfiladeiro e os pântanos, sabendo que há um grupo de babuínos das rochas, nas grutas da falésia. Existem vários ribeiros com origem do rio principal, que se estendem para zonas mais baixas, irrigando esses locais. Aves e outros animais deambulam pelas colinas, livremente.
Encontramos uma zona com frutos selvagens a crescer em arbustos e não em árvores, estranhamente maduros, para a época do ano. Identificamos maçãs, frutos silvestres e melões. Crescem abundantemente. A Rhian não deteta qualquer tipo de magia. O Valdric e o halfling provam os frutos. O Hob diz que a terra é fofinha e bastante fértil. Os arbustos não têm raízes, estão pousados no solo. Recolhem-se alguns frutos para comer posteriormente.
Continuamos a exploração e encontramos um local interessante. Nesta zona de colinas ondulantes com menos vegetação, o terreno torna-se mais rochoso, como se alguém tivesse escavado e exposto a camada rochosa. O que sobressai numa dessas paredes de pedra é uma entrada suportada por vigas de madeira. Perto da entrada estão objetos deteriorados, caídos e espalhados pela área. O Van Revils diz tratar-se de uma mina abandonada, há décadas, senão há centenas de anos. A entrada está virada para este.
Decidimos entrar na mina. Chegamos a uma grande galeria onde existem vários túneis, suportados por madeira, alguns visivelmente instáveis e zonas com piso escorregadio. São visíveis veios de minerais, passíveis de serem extraídos. Podem existir poços não visíveis.
Ao aproximarmo-nos dos túneis, parece que ouvimos murmúrios, como que ecoando das profundezas. Em algumas zonas, quando passamos, por breves instantes, parece que vemos coisas a brilhar na escuridão, mas desvanecem.
No chão existem carris e vêem-se dois carrinhos. Num dos carros está uma sacola de couro, em mau estado. Está rígida e seca. No interior há um livro de registos. A mina chama-se Sunshard. Foram extraídos vários minérios valiosos, contudo, a mina foi abandonada devido aos riscos de colapso, causados por um tremor de terra. Os últimos registos datam de há 292 anos.
O Van Revils revê todos os registos. Estes fazem entender que existe uma cidade para sul, no pântano. Também referem que uns dias antes do tremor de terra, nos túneis mais profundos, ouviam-se ecos de sons que não conseguiam identificar. Mineiros relatavam que ao caminharem em túneis, à distância viam pontos de luz que desapareciam e que não se tratavam de veios ou minérios. Nas câmaras mais profundas, especialmente nas acessíveis pelo poço nove e sua rede de túneis, encontraram um veio que brilhava autonomamente quando era de noite no exterior. Quem efetuou o registo relata que parece magia, claramente a opinião de um leigo. O Valdric lembra que há um tipo de ferro que é extraído em grandes profundidades, possui propriedades especiais e tem que ser trabalhado a temperaturas mais baixas que o ferro normal. É difícil de trabalhar, mas quando usado para fabricar armas, estas parecem afetar mortos-vivos e demônios. É chamado de Cold Iron. O Van Revils sabe que existem minérios raros e que possuem propriedades mágicas, não sendo o caso do cold-iron. Os anões chamam-lhe Adamantine e os elfos Mithril, usados para fazer armaduras semelhantes à roupa, são leves, silenciosas e podem ser ocultas debaixo de roupa normal.
Túnel oito
Averiguamos o túnel oito. É apertado, temos que seguir em fila. Parece perigoso e voltamos atrás para explorar o túnel sete.
Túnel sete
O túnel é apertado e tem cerca de quarenta metros. A meio começa a descer e desemboca numa caverna escavada, de onde já foi retirado minério. Nessa caverna há um outro túnel, que claramente desce ainda mais e sem qualquer tipo de proteção. Segue para norte. Descendo pela abertura, cerca de cem metros, chegamos a nova caverna grande, com vários túneis em diversas direções. Todos são apertados e devem ter sido feitos para acompanhar veios, que, ao serem extraídos, são abandonados. Concluída a exploração do túnel sete, avançamos para o seis.
Túnel seis
Caminhamos ao longo dos carris, durante sessenta metros, com uma inclinação ligeira. Chegamos a uma câmara onde encontramos um poço de três por três metros, no final dos carris. A distância entre o poço e as paredes é de dois metros em torno do poço profundo. Há uma estrutura metálica em mau estado, ferrugenta, por cima do buraco. É um elevador. O Van Revils estima que o poço terá cerca de noventa a cem metros de profundidade. Recuamos para o túnel nove.
Túnel nove
Este é instável e recuamos.
Túnel seis
Voltamos para explorar o poço do túnel seis. Faltando-nos os recursos necessários para a descida, saímos para o exterior, para prosseguir a exploração.
Não encontramos mais pontos de interesse.
Passamos a noite numa zona em que seja possível observar as movimentações dos babuínos, sem sermos vistos.
Seis entradas são visíveis. A quarta entrada fica a seis metros do solo. A sexta fica a cerca de três metros. As restantes são acessíveis facilmente.
Com o cair da noite, ouvimos barulhos provenientes dos buracos e vimos babuínos das rochas a sair do primeiro, terceiro, quarto e sexto buracos.
Parecem em número semelhante ao grupo previamente encontrado, cerca de quatorze ou quinze, mas sem juvenis à vista. Parecem mais agressivos, guinchando com grunhidos mais guturais e roucos. Seguindo o alfa, que é maior do que os restantes e segurando paus e mocas. Seguem na direção dos arbustos de fruta.