segunda-feira, 12 de maio de 2025

Sessão #37 (LotFP)

 

Sessão #37 10/05/2025


Voltamos ao descanso, até mais tarde do que o habitual.


13 outubro


Amanhece. Chuva miúda continua a cair. A visibilidade é reduzida e parece que estamos perdidos.


Caminhamos algum tempo até chegarmos a um rio, que o Hob afirma alimentar o dique da cabeça do anão. Já não estamos perdidos.


Ouve-se um urro, aparentemente humano, proveniente do outro lado do rio e quiçá, do vale.


Procura-se um abrigo, que Hob encontra, para descansar e fugir da chuva.


A caverna permitir-nos-á descansar ao abrigo dos elementos. Parece natural.


Durante o segundo turno de vigia, voltamos a escutar passos, a cerca de vinte metros. Ocultamos a fogueira para não nos detetarem. Ouve-se um segundo ruído, proveniente de um outro ser.


Apercebemo-nos de mais barulho, uma fala parecida com grunhidos e do topo de onde estamos, escuta-se um forte grito de águia que deve ser de grande dimensão.Os seres, que parecem ogres, afastam-se, como a fugir da águia.


14 outubro


Descansamos no abrigo para recuperar da fadiga.


A chuva não cessa de cair.



Ao anoitecer, vemos na penumbra, duas grandes criaturas, mas a chuva não permite identificar, enquanto voam para fora do alcance da vista.


15 outubro


A chuva continua, desta vez acompanhada por trovoada. A temperatura desce consideravelmente. O Van Revils afirma que irá nevar em breve.


Decidimos procurar algum indício que possa ajudar-nos, mas sem nada de relevante.


Contudo, próximo do final do dia, a norte da nossa localização, vemos um penhasco enorme. Numa espécie de socalco, semelhante a um degrau gigante, onde uma criatura muito grande, abre as suas asas, parecendo ter cinco metros de envergadura. É um grifo que parece ter companhia e está a abrigar-se do mau tempo, não sendo o seu covil ali. É bem maior do que o Redwing e a sua coloração é mais cinzenta e negra.


Procuramos um local para nos abrigar, enquanto mantemos vigilância sob o grifo.


Uma vez mais, o Hob salva-nos a pele, encontrando o sítio ideal para o efeito pretendido.


Enquanto a Rhian e o Van Revils fazem vigia, é ouvida uma derrocada a sudeste.


16 outubro


A chuva reduz ligeiramente de intensidade, mas o frio persiste.


O grupo de três grifos adultos e quatro juvenis, sacodem as penas. O adulto maior tem penas cinzas e negras, enquanto os restantes oscilam entre cinza e branco. Os juvenis possuem penas de amarelo torrado e brancas. Os adultos levantam voo para noroeste, seguidos pelos juvenis.


O Hob diz-nos que os grifos andam em grupos familiares, devem ter parado por causa dos juvenis.


Subimos até um ponto mais alto e olhamos em redor. Entre oeste, noroeste, norte e nordeste, vemos a orla da floresta. De oeste a sudoeste vemos montanhas.

Para sudeste, uma mancha escura.


O terreno é muito difícil, as condições climatéricas são adversas e a fauna é extremamente perigosa.


Deixamos de seguir os grifos e rumamos a nordeste.


Entramos numa área de montes rochosos, que exploramos.


No topo de um penedo e apesar da chuva, o Bran vê uma criatura majestosa, completamente branca, um cavalo alado, acompanhado por outras criaturas semelhantes mas de cores diferentes, que pousam num planalto com doze metros de altitude.


Ithil lembra que os pégasos  não são facilmente domados, só se ligando a alguém com determinado alinhamento. São semi-inteligentes e bastante tímidos. São criaturas místicas, bastante mais rápidas que os grifos.


Encontramos um local para passar a noite.


Nas proximidades existem rastos de cabras, muitos dejetos e a vegetação está completamente rapada.


17 outubro


De manhã a chuva persiste, acompanhada por trovoada.


Continuamos a explorar a área. O Bran vê um ogre, com uma grande moca, arrastando uma cabra e entrando numa gruta.


Numa outra caverna, o Van Revils localiza um possível complexo de túneis, onde poderão viver goblins ou kobolds. São criaturas notívagas e vivem em grandes comunidades.


Durante a tarde, numa escarpa, o Bran deteta uma estrutura de porta, que não é de origem natural. Restos de ossos e peles estão espalhados pelo exterior da abertura.


O Jack, de forma furtiva, perscruta o interior da abertura, mas nada deteta de relevante. Está escuro e cheira a urina, coisas igualmente desagradáveis e humidade.


O Van Revils diz tratar-se de algo construído por anões. Parece um posto avançado da cidadela. O interior é amplo.


De tocha em riste, entramos. Existem ruínas de estruturas defensivas no interior. Ao redor existem três passagens para câmaras mais pequenas. No fundo desta câmara existe uma espécie de tarimba. Existem pegadas de ogres, uns quatro.


Pernoitamos numa das câmaras mais pequenas.


Na segunda vigia, ouvimos passadas estranhas, na câmara principal.


A cabeça do pégaso branco surge na entrada da pequena câmara, resfolegando e batendo com os cacos no chão, olhando para nós com curiosidade. Damos sinais de não agressão e por fim, o pégaso sai para o exterior.


O Bran segue-a, segurando somente uma tocha e diz-lhe:

  • Não queremos fazer-lhe mal.

O pégaso acena com a cabeça para os ossos e peles enquanto um relâmpago ilumina a área, permitindo ver uma quantidade de pequenas criaturas a esconderem-se na escuridão. Por fim, estende as asas e levanta voo.


Bran apressa-se a regressar ao interior, informando que estão prestes a serem atacados. Barricamo-nos nas estruturas defensivas da câmara principal. uma cabeça de cão surge na ombreira e diz:

  • Humanos… Estão nas terras dos mercadores de ferro. Têm de partir.

  • Partimos amanhã de manhã.

  • Se voltarmos a encontrar, depois de fogo de luz desaparecer, não haver misericórdia.

De seguida, sai.


18 outubro


Chuva persiste. Exploramos as câmaras. Existe um espaço por trás da câmara do meio. Todos procuram e o Bran deteta algo que lhe desperta a atenção. Marcas no chão que correspondem a uma abertura. Seguindo-as com o olhar, uma protuberância na parede parece suspeita. Tocando-lhe, esta move-se. Ouve-se o som de rochas a roçarem e uma abertura surge na nossa frente. Um cheiro a mofo invade as nossas narinas.



 


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